Sua Ilustração Publicada?

Há 5 anos eu comecei um projeto inovador: ajudar meus alunos a publicarem uma ilustração.

Isso aconteceu porque eu via que, sem um objetivo, sem uma data final, eles assistiam as aulas mas não aplicavam o que estavam aprendendo.

E também porque uma ilustração publicada tem muitos benefícios:

1. Emocional

  • Realização pessoal profunda: Ver sua arte publicada num livro é como transformar um sonho em algo palpável. Dá aquele orgulho que aquece o coração.
  • Confiança artística: Ter uma obra publicada valida seu trabalho, aumentando sua autoconfiança e coragem para novos projetos.
  • Pertencimento: Fazer parte de um livro coletivo cria uma sensação de comunidade, você se conecta com outros ilustradores e autores.

2. Profissional

  • Portfólio profissional: Um livro publicado é um cartão de visitas poderosíssimo para atrair novas oportunidades.
  • Reconhecimento no mercado: Você passa de estudante ou amador para ilustrador publicado — isso muda como clientes e editoras te enxergam.
  • Experiência real: Você vive o processo completo de publicação, do briefing até a impressão.

3. Financeiro / de carreira

  • Abertura de portas: Facilita conseguir novos trabalhos remunerados, parcerias ou até convites para projetos maiores.
  • Valorização do seu trabalho: Profissionais publicados tendem a ter mais autoridade e poder de precificação no mercado.
  • Investimento que se paga: O projeto que começa como realização pessoal se torna ativo profissional.

4. Criativo

  • Visibilidade para sua arte: Seu estilo alcança novos públicos e pode encantar leitores que você talvez nunca teria alcançado sozinho.
  • Estímulo à evolução: Trabalhar para um livro publicado exige desafios que fazem você crescer artisticamente.
  • Feedback real: Ter sua arte circulando gera retorno autêntico das pessoas.

5. Social

  • Impacto positivo: Sua ilustração inspira crianças e leitores, cria memórias afetivas e marca histórias de vida.
  • Construção de legado: Seu trabalho passa a fazer parte da cultura, permanece nas mãos das pessoas, atravessa gerações.
  • Orgulho compartilhado: É emocionante poder mostrar para família e amigos: “Olha, meu desenho está publicado!”

6. Psicológico

  • Superação de bloqueios: Atravessar o medo da exposição e ver sua arte publicada é libertador.
  • Quebra da procrastinação: Ter um prazo e um objetivo concreto ajuda a focar e sair da estagnação.
  • Liberação criativa: Depois de publicar, você se sente mais livre para explorar novos caminhos.

Parece algo simples, publicar uma só ilustração. Mas faz muita diferença ver o seu trabalho nas páginas de um livro profissional.

E, por esse motivo, convido você a participar do último livro dessa série, que chamos de ‘Livros Ilustres’. Será o décimo!

Depois disso, vou reservar um tempo para me dedicar a meus projetos pessoais. Então, aproveite, pois essa oportunidade pode, de fato, ser a última. 🙂

INSCRIÇÕES ATÉ DIA 27/04/25

Clique aqui para saber mais: https://www.atelieilustre.com.br/viv%C3%AAncia-do-ilustrador-ingrid-osternack

Não deixe seu sonho na gaveta

Já imaginou que a sua ilustração pode ser o que vai ensinar a uma criança sobre coragem diante dos desafios? Ou sobre a importância da honestidade, da amizade verdadeira, da empatia e até da gratidão?

Nosso próximo Livro Coletivo vai além de contar uma história bonita.

Ele carrega um propósito: ajudar as crianças a desenvolverem habilidades e valores que vão acompanhar por toda a vida — como cooperação, respeito aos mais velhos, pensamento crítico, coragem para errar e recomeçar, frustração, etc…

Cada página será uma oportunidade de plantar essas sementes.

Mas aqui vai um alerta importante: as vagas são limitadas. E já estou com 20 ilustradores inscritos, lembrando que um livro infantil não tem muitas páginas.

Estou abrindo as inscrições do nosso décimo livro, e não quero que você perca a chance de fazer parte deste projeto que pode transformar o caminho de muitas crianças — e o seu também.

Ao participar do décimo livro, você recebe:

  • Uma publicação real – publicada num livro impresso – para enriquecer seu portfólio
  • Experiência prática e concreta do processo
  • A chance de se destacar com sua arte no mundo editorial
  • Reconhecimento em um projeto coletivo e transformador
  • E, talvez o mais importante: a realização de ver sua arte impactando vidas.

Mesmo que você não se sinta um(a) ilustrador(a) ainda, a sua ilustração tem o poder de contar histórias que palavras sozinhas não conseguem.

Este é o tipo de projeto que não acontece todo dia — e deixar passar pode significar adiar um sonho.

Assista abaixo o que é a Vivência do Ilustrador e aproveite para fazer sua inscrição no link abaixo.


Quero garantir minha vaga no Livro Ilustrado!

Não deixe para depois. Realize o seu sonho de publicar em poucos meses. Os leitores agradecem! 🙂

Live de Lançamento do Livro “Ilustríssimo Circo”

Ontem, dia 21 de novembro, realizamos o lançamento de mais um livro ilustrado pelos alunos da Vivência do Ilustrador.

A Vivência do Ilustrador é um programa onde o aluno aprende a ilustrar, a navegar no mercado editorial, a montar um livro ilustrado, e também participa da produção de um livro coletivo, totalmente escrito e ilustrado pelos alunos do meu curso de ilustração de livros infantis.

No final do processo, o aluno recebe 25 exemplares do livro, com a sua ilustração publicada.

Uma ilustração publicada, em nossa carreira, pode abrir muitas portas:

  • Você pode participar de associações literárias e/ou de ilustração
  • Você pode participar de feiras e eventos literários
  • Você pode ser contratado para trabalhar em editoras
  • Você pode ser convidado por autores para ilustrar
  • Você tem uma prova concreta das suas habilidades e conhecimentos.

Além disso, há outros benefícios, que os alunos vão contar na live AQUI.

Clique na imagem para assistir!

Ilustrado final de semana!

Os 5 Ps do Marketing em Ilustração

Muita gente acredita, e alguns até defendem, que o que basta para ser ilustrador é só desenhar bem.

Embora seja um fato de que ter habilidades artísticas, sejam tradicionais ou digitais, seja necessário para ser ilustrador, é um mito dizer que só isso basta. Tem gente que não concorda comigo, mas com anos de experiência na área, é o que tenho visto.

Alguns vão dizer que estou errada, mas eu explico:

Quem só desenha e fica em casa, sem procurar um propósito para sua arte, na minha opinião, usa a arte como passatempo.

Veja bem: se uma pessoa faz arte sem ter um objetivo, não é ilustração. Ilustração é a arte que tem como objetivo passar uma mensagem, um conceito, informar ou contar uma história. Arte que não faz isso, não é ilustração. Eu não vou falar de todas as áreas da ilustração, mas vou focar na minha área: ilustração de livros infantis.

1º fato sobre ilustração: tem que ter contar algo. Obviamente, tem que se fazer um bom trabalho também.

Vou exemplificar ainda com outra profissão: alguém que faz pão, e até posta no Instagram as fotos, é um padeiro profissional? Eu tinha uma vizinha que fazia pães lindos, super altos, fofinhos, mas ela não era profissional. Para isso, além de ter um pão gostoso e de qualidade, ela teria que ter quantidade para vender, mostrar sempre o seu trabalho, divulgar, saber precificar, saber onde encontrar os clientes…

Muita gente sabe dirigir, mas são todos motoristas profissionais? Eles tem que ser bons no que fazem, em primeiro lugar, mas também tem que ter os meios para conseguir clientes, cobrar, saber o seu valor no mercado, prestar um bom atendimento e se destacar entre os outros.

Aí alguém vai dizer: ah, mas um médico não precisa mais nada a não ser o seu conhecimento? Será? Bom, além dele ter que adquirir muito conhecimento, e também conhecimentos diversos para ser médico, tem que ter um ponto para atender (seja numa clínica, seja no seu consultório), tem que saber precificar suas consultas ou ter planos de saúde conveniados, tem que ter equipamentos, tem que saber atender o cliente, não só diagnosticar, tem que inspirar autoridade, isto é, mostrar que entende do assunto, tem que ter um website…

Acredito que em todas as áreas temos que saber ‘operar o equipamento’, em nosso caso, saber desenhar, saber composição, narrativa visual, etc… como também ‘navegar no oceano da área’, que é saber como conseguir clientes, contratos, direitos e deveres, habilidades comerciais e de negociação, entre outras.

Seria como dirigir: tem que saber dirigir o carro, mas também as regras de trânsito. Uma tem a ver só com a gente, que é o ilustrar, seja tradicional ou digital, e a outra tem a ver com relacionamentos.

Dito isso, a segunda coisa que temos que entender é:

2º fato: tem que desenhar bem, sim, mas também tem que aprender a navegar no mundo editorial. Saber onde encontrar os clientes, como precificar, quais são seus direitos e deveres como ilustrador, quais os direitos e deveres dos seus clientes, como ler um contrato, o que diz a lei de direitos autorais e quais suas brechas, como diversificar para ter renda recorrente…

Eu fiz marketing antes de estudar belas artes na Accademia di belle Arti di Venezia, na Itália.

E para você ter uma empresa, diz o Philip Kotler que você tem que ter 5Ps. Alguns dizem que são mais, mas a primeira teoria dele eram só esses 5.

P – Produto

P – Preço

P – Ponto

P – Promoção e publicidade

P – Pessoas

Vou aplicar em nossa área de ilustração:

Em primeiro lugar, o ilustrador tem que ter um bom PRODUTO, ou seja, um bom trabalho de ilustração, onde ele mostre todo o seu potencial, mostre que consegue produzir ilustrações variadas, com estilo, que tenham qualidade técnica, domínio do desenho e da narrativa visual.

Em segundo lugar, tem que saber o valor do seu trabalho – PREÇO. De nada adianta você conseguir tabelas de editoras que muitas vezes pagam muito abaixo do preço de mercado praticado, se esses valores não pagam seus custos e despesas, e você fica pagando para trabalhar.

Em terceiro lugar, é preciso ter um lugar – PONTO – onde as pessoas possam te encontrar, e em nosso caso, um website, sites de portfólios, redes sociais.

Porém, de nada adianta ter o lugar se ninguém sabe onde te encontrar. Por isso, em quarto lugar, é preciso PROMOVER o seu trabalho para que mais pessoas tenham conhecimento de que você existe.

Em quinto lugar, temos que envolver as PESSOAS em nosso trabalho. Em algumas empresas, as pessoas são os funcionários, fornecedores, parceiros e clientes. Em nosso caso, podemos considerar nossos clientes, mas não domente. Também as pessoas que não são nossos clientes diretos, mas são clientes de nossos clientes, os leitores e apreciadores de nosso trabalho.

E é por isso que o meu curso começa com noções básicas de desenho, mas não foca só nisso. Depois do primeiro módulo, que trata de desenho e materiais, no segundo eu passo a falar da narrativa visual, que é essencial para nossa profissão. De que adianta você saber desenhar bem, se não conhece as técnicas de visual storytelling?

No terceiro eu já passo para a gestão do livro ilustradro. É uma das perguntas que mais recebo por email ou mensagem: mas como eu faço um livro, como eu monto, como eu apresento para o cliente, como eu separo o texto, como fazer um livro que tenha ritmo, o que é rafe, o que é thumbnail, como eu falo com o cliente?

No quarto módulo, eu falo sobre os relacionamentos essenciais do ilustrador: embora pareça que o ilustrador trabalhe sozinho, isso não é sempre verdade. Sempre vamos ilustrar PARA ALGUÉM. Pode ser uma empresa ou uma editora? Sim, certamente, mas sempre vai ter uma pessoa que a representa. E vamos também conversar com nossos leitores, com crianças em oficinas, com leitores, fãs, editores e participantes de eventos, como feiras literárias, bienais, etc… Também falo como eu consigo clientes, de onde eles vem e como eles me encontram, orçamentos, etc…

No quinto módulo, eu mostro como eu diversifico, usando minhas ilustrações para outros fins, para que eu tenha renda de outros lugares que não seja somente de editoras. Isso porque é preciso trabalhar de modo a conseguir sempre trabalhos para o futuro, e ter uma renda extra que entra quando você está num mês sem trabalho é muito importante para o ilustrador freelancer.

No sexto módulo, eu falo sobre divulgação, pois é PROMOVENDO seu trabalho que você vai ficar mais conhecido e conseguir mais clientes.

Para finalizar, quero dizer que isso tudo que falei me pareceu difícil um dia. Mas não é preciso fazer tudo de uma vez. Eu estudei, pesquisei, experimentei opções para chegar onde estou. E você pode fazer o mesmo. Ou, se quiser abreviar o tempo e aprender tudo isso mais rápido, se inscrever no meu curso.

Clique AQUI para conhecer o curso e saber mais.

Contratos de Ilustração

Muita gente fica em dúvidas sobre contratos de ilustração. E há muita polêmica sobre esses contratos, pois cada cliente interpreta o trabalho do ilustrador de modo diferente.

Há quem diga que o ilustrador é autor de imagem, o que eu concordo, e portanto o contrato é de cessão de direitos autorais.

E há quem diga que o ilustrador presta um serviço, portanto, o contrato é de prestação de serviços.

E também tem quem diga que o contrato é de reprodução da imagem criada pelo ilustrador.

Enfim, isso já deu bastante debate e eu não vou entrar nesse mérito. Vou falar aqui do tipo de contrato que grande parte das editoras utiliza, que é o de cessão de direitos autorais de ilustração. Há autores e ilustradores que não concordam com esse tipo de contrato, e não vou entrar no debate, mas apenas falar sobre o tipo de contrato que é praxe.

Antes de saber mais sobre contrato, vou falar sobre os DIREITOS AUTORAIS.

Direitos Autorais

 O que significa um contrato de cessão de direitos autorais?

Os direitos autorais são os direitos que você tem como autor de imagem, em nosso caso, da ilustração.

Para melhor compreensão, vamos separar os direitos autorais em direitos autorais em morais e patrimoniais.

Os direitos autorais morais são os direitos que você tem de ser reconhecido como ‘criador da obra’. Por mais que outra pessoa ou instituição tenha a posse e propriedade de uma obra sua, você é reconhecido como o autor da obra e ponto final. Pelas leis brasileiras, isso é instransferível.

Já os direitos patrimoniais são os direitos que você vende ou transfere. É o que acontece quando você cede seus direitos para a editora utilizar suas ilustrações num livro. Algumas editoras fazem esse contrato com validade para 5, 10 anos ou até mesmo indeterminado. Cada caso é um caso e você tem que avaliar bem o que cada editora está propondo na minuta do contrato.

Podem ser cedidos para uso em território nacional ou internacional. Podem ser cedidos para uso somente no livro em questão ou então para itens promocionais também, como marcadores de livros, banners, catálogos, etc. Podem ser cedidos para mídias que já existem, e tem até contratos que dizem ‘mídias a serem ainda inventadas’. Tudo isso depende de cada caso e cliente, e definido em contrato entre ambas as partes.

 

Preciso Fazer Um Contrato De Ilustração?

 Há ilustradores que trabalham sem contrato, apenas conversando por email ou até whatsapp.

Entretanto, como você vai garantir que vai receber se não fizer um contrato?

Por isso, quando você for contatado para produzir ilustrações, é imprescindível fazer um contrato entre as partes. Eu diria melhor: inegociável. Se um cliente não quer assinar um contrato, para mim isso já faz acender o sinal amarelo.

Dependendo da editora, você pode enviar a eles o seu modelo de contrato. Em outros casos, eles mesmos vão lhe enviar a minuta deles para você analisar e pode ser que a editora só aceite trabalhar com o ilustrador se ele aceitar os termos deles.

Aí cabe a você a decisão, caso você queira muito fazer esse trabalho. Mas para poder decidir, tem que conhecer os seus direitos e deveres, a fim de conhecer o que é aceitável ou não.

Via de regra, 99,9% das editoras são bem corretas e também efetuam os pagamentos conforme a data combinada. Mesmo assim, é importante saber os seus direitos para que você consiga negociar caso o contrato não seja o ideal para você.

Além de um valor pela execução do trabalho, existe a possibilidade de se prever uma porcentagem sobre as vendas também, mais comum em casos de edições posteriores.

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Se essa postagem te ajudou, escreva algo nos comentários, para eu saber. Obrigada por ler!

Desenhando Personagens

Desenhar personagens é uma das coisas mais interessantes em ilustração. Para cada área de ilustração, tem um tipo mais característico de desenho.

Existem certas áreas de ilustração nas quais vemos que existem linhas e formas características, que são praticamente marca registrada desse tipo de desenho.

Em ilustração infantil, entretanto, há uma variedade enorme de traços, que diferem não só na faixa etária do livro, como também no estilo do ilustrador.

Eu uso olhos bem simples para minhas ilustrações, pois são voltadas a crianças pequenas. Mas podemos variar e fazer os mais diversos tipos de formatos e expressões.

Por isso, fiz um brainstorming de formatos de olhos, redondos e quadrados, e mais algumas formas.

O vídeo de olhos com formato mais arrendondado já postei aqui, e hoje vou postar o que fiz com olhos de formatos mais quadrados, retangulares, etc…

Esse vídeo foi feito com o objetivo de dar sugestões, como também mostrar como é o meu processo criativo. Espero que curta!

Como iniciar sua carreira de ilustrador

Frequentemente recebo mensagens me perguntando: “o que preciso fazer para me tornar ilustrador”?

Não é uma pergunta fácil de responder, pois cada ilustrador tem seu próprio percurso. Porém, vou citar alguns passos que você pode seguir que considero essenciais.

  1. Desenho versus ilustração

Desenhar e ilustrar estão muito ligados, porém não são exatamente a mesma coisa. Desenhar é produzir uma imagem, seja no papel ou no computador. Ilustrar é transformar um conceito, uma ideia, em um resultado gráfico. Mas para ilustrar, precisamos ter certa habilidade com a produção de imagens. Embora não seja imprescindível você ser um bom desenhista, é importante ter certa habilidade e tem que trabalhar bem com a produção de imagens.

2. Desenhe

Para se tornar ilustrador, o desenho é uma ferramenta importante. Portanto, pratique muito. A prática pode até não levar à perfeição, mas desenvolve pra caramba. Também é possível trabalhar com colagem, técnicas mistas, etc… mas eu diria que o desenho é fundamental para expressar ideias, principalmente se o seu cliente quiser visualizar um conceito antes de você apresentar a arte-final.

3. Digitalize

Se você trabalha com tinta, como eu, é importante que você apresente suas imagens digitalizadas. Há ainda editores que aceitam os originais para eles mesmos digitalizarem mas, por experiència própria, eu mesma prefiro fazer esse trabalho. Uma vez enviei minhas ilustrações para uma editora, pelo correio, pagando o meio mais rápido. A previsão era de 5 dias. Por algum motivo que desconheço, os originais chegaram 59 dias depois. E os correios nem se desculpam. Infelizmente isso prejudicou a data de lançamento do livro. Por sorte eu havia feito a digitalização em casa em alta resolução antes de enviar e pude enviar as minhas. Já imaginou se tivessem extraviado?

Se você não tiver um scanner, pode mandar digitalizar em alguma empresa que faça cópias. Geralmente eles fazem esse trabalho e nem custa muito caro.

4. Estude

Nem todo ilustrador é formado na área de artes ou design. Porém, estudar o mercado, conhecer técnicas, aprender sobre anatomia, história da arte, composição, etc… pode ajudar muito a agilizar o processo de você se tornar ilustrador profissional.

Hoje, com as novas tecnologias, podemos aprender muita coisa sozinhos. Porém, ao fazer um curso, ganhamos tempo, aprendendo com pessoas que já passaram pelos mesmos problemas que nós. E tempo é um recurso que não temos como recuperar.

5. Pesquise

Aprenda mais sobre como os outros ilustradores trabalham. Como solucionam problemas. Como apresentam suas ideas visualmente. Analise estilos e o que fazem que você aprecia. Com o tempo, você vai começar a desenhar incorporando o que mais gostou. E vai criar seu próprio estilo.

6. Portfólio

Depois que tiver feito muuuuuitos trabalhos, escolha os melhores e construa seu portfólio.

7. Divulgue

Divulgue seu trabalho nas redes sociais, faça contatos, envie cópias ilustrações para potenciais clientes. O começo não é fácil. Pode demorar mais de um ano para você conseguir seu primeiro trabalho. Porém, não desista. Tudo que é bom leva tempo.

8. Clientes

Uma vez que você conseguiu seu primeiro trabalho, não esqueça de “colocar tudo preto no branco”, ou seja, tenha um contrato. Analise bem o que está assinando, para que não fique tendo que modificar eternamente uma ilustração, só porque o cliente colocou isso em contrato. Seja profissional e educado. Não fique ofendido com comentários, nem imponha uma ilustração que eles não querem. Isso é prejudicial a você mesmo no longo prazo.

Um cliente contrata um ilustrador para resolver um problema que ele tem. E você faz uma ilustração que é a solução desse problema. Se a sua ilustração não for o que o cliente espera, você não está resolvendo o problema.

Para evitar que você tenha que modificar algum trabalho, apresente rafes para aprovação. Uma vez aprovadas, basta finalizar e entregar.

Como eu falei no início, há muito o que se dizer sobre o universo do ilustrador, mas os passos acima podem lhe dar uma ideia. Eu falo mais sobre isso no meu ebook MANUAL DO ILUSTRADOR INICIANTE, que você pode baixar gratuitamente em Downloads.

Se tiver alguma pergunta, entre em contato! Abs!

Feiras e outros Eventos Literários

Feira Literária de Gotemburgo – Stand do Brasil

Uma grande oportunidade para o ilustrador, principalmente o iniciante, são as feiras literárias. Nem todos temos a chance de ir às mais importantes, uma vez que são distantes de onde moramos. Porém, se houver uma oportunidade, pode surgir uma parceria entre o ilustrador e o editor.

Em alguns eventos literários como a Feira de Bolonha, é possível marcar um horário para mostrar o seu portfólio para os editores. Aqui no Brasil costuma ser mais informal. Em feiras literárias, geralmente os editores estão mais presentes no primeiro dia. Porém, dependendo da feira, podem ser encontrados o tempo todo e você pode conseguir fazer bons contatos.

Ao participar de feiras, notei que alguns editores gostam de receber portfólios, enquanto outros consideram que não é o momento e se sentem importunados. De qualquer forma, se for a uma feira, tenha em mãos seu portfólio, pois se alguém pedir para ver, essa oportunidade pode não se apresentar novamente.

Algumas sugestões:

. Evite levar os seus originais. Podem se sujar, ficar perdidos, ou até mesmo alguém solicitar para ficar com o mesmo. Faça impressões coloridas de alta qualidade. Já imaginou você ficar sem o original da ilustração que mais gosta?

. Escreva seu nome e contato em todas as páginas do portfólio: ao lado, no topo ou embaixo das ilustrações. Supondo que o editor faça uma foto para lembrar do seu trabalho depois, na pressa ele pode esquecer do seu nome.

. Embora a maioria das pessoas não guarde cartões ou se lembre quem é cada pessoa que lhe deu um, ter um cartão pessoal com uma ilustração pode valer a pena.

. As ilustrações não precisam ser necessariamente gigantes no portfólio. Uma pasta A4 ou no máximo A3 basta. Maiores dificultam o manuseio.

. Escolha entre 10 a 20 ilustrações. Menos que 10 darão a impressão de pouca produção, enquanto mais de 20 vão tomar o precioso tempo do editor e ele pode acabar pulando páginas, deixando de ver o seu melhor trabalho.

. Inclua somente ilustrações que tenham a ver com o seu objetivo. Se estiver apresentando um portfólio para um editor de livros infantis, não vale a pena incluir pinturas de natureza morta, por exemplo.

. Esteja pronto para aceitar críticas. Caso o editor esteja disponível, pergunte o que ele achou. Mas fique preparado. Nem todos vão dizer o que pensam, seja porque não querem magoar, ou até mesmo porque não o sabem. E alguns o sabem intuitivamente, mas não conseguem explicar. Porém, se encontrar algum que possa lhe dar alguns insights, aproveite.

. Outra sugestão é levar alguns cartões, exemplos de suas ilustrações, para distribuir caso alguém lhe peça. Também é possível deixar uma pequena amostra do seu portfólio, mas como estamos na era digital, às vezes vale mais a pena – e custa menos – enviar via email (se solicitado) ou o link do seu site. Os stands de eventos literários geralmente são pequenos e não tem lugar para estocar portfólios, portanto estes podem ficar perdidos, serem esquecidos ou até mesmo, na hora de empacotar tudo, descartados.

. Caso peçam para você entrar em contato, faça-o alguns dias após o término da feira. Devido ao evento, podem ter centenas de e-mails para responder, relatórios para apresentar, entre outras tarefas. Dê uns dias mas não deixe para muito tarde. Escreva agradecendo pela oportunidade na feira, relembre quem você é, envie alguma imagem que o tenha impactado e seja gentil.

Minha experiência: já fui a muitos eventos e alguns não resultaram em nada. Mas a maioria de meus livros foram resultado de contatos em algum evento.

Também já tive a experiência em que meu portfólio nem foi aberto e foi colocado numa pilha junto a tantos outros. E imaginei se alguém iria vê-lo depois daquele momento… São momentos sofridos, mas não desista. Quem espera sempre alcança. 🙂

Se tiver alguma dica extra ou experiência que queira compartilhar, escreva nos comentários. Abs!

Inspiração e Referências na Ilustração Infantil

Quando uma nova história chega para mim, já começo a imaginar como vai ser o personagem, o cenário, as roupas… enfim, o ‘clima’ da história.

Depois que eu leio algumas vezes o texto e faço a ‘quebra’ de páginas do mesmo. é hora de começar a fazer o stotyboard e a ‘boneca’ do livro.

Nessa etapa, o que está na minha imaginação já vai tomando forma. Mesmo assim, não deixo de buscar inspiração em fotos de figurinos e cenários reais para evitar desenhar sempre do mesmo jeito.

Um exemplo disso foi uma ilustração que fiz para um livro de poesias “O Voo da Poesia”, em preto e branco. O poema de Rosana Silva fala da menina que está sentada na varanda, quando o vento leva as suas figurinhas.

Por isso, pensei numa casa antiga, de madeira, como as que temos em Curitiba, relíquias de outros tempos, com uma varanda e um jardim. Procurei na internet algumas referências e, entre elas, escolhi esta:

Agora observe a ilustração que fiz:

A ilustração não precisa ser fiel à foto, mas esta serve como referência para a execução da mesma. É possível notar que não a fiz exatamente igual, nem era essa a minha intenção. Mas uma foto ajuda muito a produzir algo diferente do que temos visto, uma vez que somos sempre influenciados por imagens de todos os lados.

Ao buscar novas referências e inspiração, a minha intenção é fazer algo original e que traga emoção ao leitor, ao relembrar a própria infância, muitas vezes recheada de memórias como esta. 🙂