Curso de Ilustração infantil

Você já pensou em aprender mais sobre ilustração para livros infantis?

Se esse é o seu sonho, por que não se inscrever no meu Curso de Ilustração para livros infantis?

Meu curso de ilustração infantil Ateliê Ilustre é online e nele você aprende conhecimentos que fui adquirindo durante os mais de 15 anos em que atuo nessa área.

Com 24 livros publicados – até agora – além de outros trabalhos como cenografia, murais e ilustrações para produtos, já estou na área há mais de 15 anos.

Saiba que no Ateliê Ilustre você pode estudar a qualquer hora, em qualquer lugar.

No curso eu já começo ensinando como eu desenho e como você também pode aprender com meu método.

O valor é 12 x R$ 55,39, ou seja, menos de 2 reais por dia. Menos que um cafezinho ou uma pizza no mês. Só que é um curso que pode mudar sua vida. Indicado tanto para quem está iniciando como para quem já tem conhecimentos de desenho.

Além disso, você pode começar o curso agora e no ano que vem fazer o upgrade para a Vivência do Ilustrador, que é um programa onde você já publica uma ilustração em livro impresso e ainda recebe 20 exemplares para dar, doar ou vender. Não é maravilhoso?

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Entre agora e ganhe o segundo ano de acesso grátis!

Veja algumas ilustrações dos alunos abaixo.

Semana de Oficinas do Livro “A Princesa Naselda”

Essa semana foi bem atípica para mim. Geralmente fico mais no meu ateliê, com oficinas esporádicas. Mas essa semana foi diferente e muito interessante!

No domingo, estive no Bosque Alemão, na Casa Encantada, contando a história da Naselda para um público de mais ou menos 60 pessoas. Foi uma grande alegria poder contar a história da Princesa Naselda para as pessoas que estavam visitando o Bosque!

Após a contação, também ministrei uma oficina, onde as crianças puderam colorir um desenho e decorar uma coroa.

A Bruxa Beth e a Borboleta me receberam com carinho!

Veja algumas fotos!

Na terça feira, dia 8 de novembro, fui ao Farol do Saber Emiliano Perneta e à Escola Irati, no Cajuru.

Fui muito bem recebida, com muito carinho, tanto pelos professores quanto pelas crianças. A professora Maria Cristina, a diretora Debora, a Marily, a Neila, a Cidinha, a Telma e a Elaine me receberam afetuosamente.

As crianças já tinham trabalhado com a proposta do livro e estavam aguardando a minha visita para contar a história para eles. Crianças tão lindas, educadas, participativas… Enfim, fiquei encantada!

Veja algumas fotos dos trabalhos deles e também da oficina que fizemos!

E ontem, estive no Instituto Paranaense dos Cegos – IPC, lançando A Princesa Naselda como audiolivro.

A experiência de lançar meu primeiro audiolivro, A Princesa Naselda, no Instituto Paranaense dos Cegos, foi maravilhosa! É meu primeiro livro falado e vem também com audiodescrição das ilustrações.

Esse livro infantil foi também lançado na BPP, com oficinas, contação e música, no dia 1o de Outubro.

Já no IPC, Também tive a oportunidade de fazer uma oficina literária para crianças com baixa visão. Comecei me apresentando, me descrevi, e também falei como estava vestida.

Então contei a história da Princesa Naselda, interagindo com as crianças. Após terminar de contar, fizemos uma oficina com massinha de modelar. Também levei uma escultura 3D da Naselda para que as crianças pudessem reconhecer a princesa através do tato.

Depois que as crianças finalizaram as obras de arte que ele produziram, também pintaram coroas de papel, que iriam montar e usar, se tornando príncipes e princesas. As professoras Mônica e Beatriz estavam presentes à oficina.

Foi uma experiência maravilhosa, e as crianças demonstraram curtir bastante a oficina. Porém, foi um tempo tão gostoso que eu acho que eu curti mais que elas!

Veja algumas fotos da oficina!

O Ilustrador é um Empreendedor?

Em primeiro lugar, lembre-se de me seguir no http://www.ingridosternack.com.br

Por quê? Porque estarei desativando esse blog em janeiro de 2023 e dando continuidade lá. Clique lá para conferir! Tem muito mais conteúdo para você.

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Cada profissional de ilustração tem uma rotina. Não creio que todos os dias de ilustradores sejam parecidos. Se alguns ficam o dia todo na prancheta, no computador ou na tablet, certamente essa não é a minha rotina.

Meu filho, há alguns anos, costumava fazer uma brincadeira comigo. Ele dizia que eu ficava ‘desenhandinho‘ o dia todo. Eu achava engraçado, porque, embora passe grande parte do tempo de fato desenhando, pintando, enfim, ilustrando, não é só isso que um ilustrador faz.

A ideia em geral é a de que nós, artistas e profissionais do desenho e ilustração, temos tempo livre, não temos horário fixo, que vivemos relaxados e tranquilos, quase como se estivéssemos ‘vendendo nossa arte na praia’.

A verdade é que a profissão do ilustrador demanda muito tempo e empenho. Posso dizer que, pelo menos para mim, se tem uma coisa que o ilustrador não tem sobrando é tempo.

Além de ter que desenhar e ilustrar, o ilustrador freelancer ou, como eu chamaria, empreendedor, também atua em várias áreas dentro da sua ‘empresa’. Diferentemente dos Estados Unidos, onde geralmente há a figura do agente, aqui no Brasil o ilustrador tem que se virar quase totalmente sozinho. Eu sempre brinco:

Nos EUA, quem lida com a parte administrativa e financeira é o agente. Aqui, é “a gente” mesmo

(Ingrid Osternack)

O ilustrador é praticamente uma “empresa de uma pessoa só”, a não ser que contrate alguém para ajudar em alguma área, mas isso não é comum. Veja só:

Orçamentos: além de ter que apresentar orçamentos para seus clientes, dependendo da sua área de atuação, tem que orçar com a gráfica e fornecedores.

Planejamento: de curto e longo prazo, tanto para o projeto do momento como para saber o que estará fazendo no ano que vem, sobretudo para prever o quanto precisa prospectar clientes para poder pagar as contas todos os meses.

Gerenciamento de tempo: é essencial ter equilíbrio entre o ‘ilustrar’ e as demais tarefas comerciais, financeiras e legais. Não dá para passar o tempo todo fazendo marketing, e esquecer do seu produto, ou seja, ilustrações.

Administração de materiais – para quem trabalha com materiais como pincéis, tintas e papéis especiais, por exemplo, ou fornece produtos com suas ilustrações, como é o meu caso: canecas, camisetas, postais, etc…

Cronograma de trabalho – Não fazer um cronograma dos seus projetos pode ser um ‘tiro no pé’. O tempo que se gasta num cronograma se ganha na organização do próprio tempo, possibilitando saber de antemão quando vai terminar um projeto e se – e quando – é possível aceitar outro. Já me pediram para fazer 365 ilustrações em 30 dias. Se eu não souber em quanto tempo eu faço cada ilustração, posso acabar aceitando algo que, para mim, seria impossível entregar num prazo tão apertado.

Emissão de notas ou recibos – no caso do ilustrador ter uma pequena empresa, pode ter que lidar com notas fiscais eletrônicas, boletos, faturas, etc. Hoje mesmo emiti uma NF para um cliente.

Contabilidade e finanças – mesmo que o ilustrador tenha um contador, ainda assim tem que ter noção de impostos, realizar pagamentos, etc… Se for MEI, geralmente ele é que faz tudo sozinho.

Contratos – essencial ler e analisar cada cláusula, para ver se cobriu todas as possibilidades antes de assinar e se não há nenhuma abusiva. Além disso, o ‘combinado não sai caro’. Uma vez assinado o contrato, dificilmente se consegue modificar alguma condição.

Vou dar um exemplo: a editora pode não querer colocar seu nome na capa do livro, e uma cláusula no contrato pode evitar que você fique ‘esquecido’. Já imaginou você ter um trabalho que vai atingir milhares de pessoas e alguém gostar do seu trabalho mas não saber quem fez as ilustrações do livro?

Negociação de valores – cada caso é um caso e cada cliente um cliente. Nem sempre você vai poder cobrar a mesma coisa de cada cliente. Depende de vários fatores e uma negociação pode levar dias e dias de troca de e-mails entre você e o editor. Você tem que analisar também o briefing ou a história, para saber a complexidade das ilustrações que vai fazer, pois isso influencia no tempo que vai empregar para cada trabalho.

Encontro com editores/clientes – embora não seja comum, alguns clientes querem conhecer o ilustrador antes de contratar. Em outros casos, você pode se encontrar com algum possível editor para discutir novos projetos que estão somente no papel.

Expedição – Quando vendemos produtos, nem sempre temos quem empacote e despache os produtos que comercializa. Por isso, pode ser que o próprio ilustrador tenha que fazer isso.

Oficinas – recebo muitos pedidos de oficinas em escolas. Às vezes eu aceito, às vezes, não. Uma oficina demanda muito tempo e geralmente quem solicita não pode (ou não quer) remunerar o seu tempo e trabalho. Mas em geral, eu gosto de fazer oficinas, pois gosto de encontrar alunos, sejam crianças ou adolescentes.

Porém, aceitar ou não depende do estágio em em que você se encontra na sua carreira, se tem ou não algum trabalho no momento, se você vê oportunidades ou não em fazer a oficina.

Nesses próximos dois meses, por exemplo, vou fazer em torno de 15 oficinas, tanto em escolas públicas, faróis do saber, como escolas particulares, e em outras instituições.

Também estou fazendo um mural e um painel, e em breve vou colocar aqui umas fotos. 🙂

Hora extra – é isso mesmo. Quantas vezes não ficamos até as 2h da manhã para terminar um trabalho? A vida é feita de eventos, alguns bons e outros nem tanto. E algum deles pode atrasar o seu trabalho e você ter que usar um fim de semana para terminar.

Eu já fiquei muitas vezes finalizando ilustrações para entregar no prazo. Muitos finais de semana, muitas madrugadas. Com o tempo, vamos nos estabelecendo como profissionais, e conseguimos trabalhar menos e ganhar mais. Vamos também aprendendo a selecionar os trabalhos, para escolher aqueles que curtimos mais e que são melhor remunerados.

Divulgação e marketing – com tantas mídias sociais, temos que aproveitar para expor e divulgar nosso trabalho. Dependendo da quantidade de trabalho que temos, pode ser interessante contratar alguém para ajudar você. Às vezes, temos um trabalho para entregar e não dá tempo de postar. Mas que é importante, isso é. 🙂

Visitar feiras, participar de associações, lançamentos, entrevistas – essa parte é bem interessante. Embora seja uma delícia visitar feiras, encontrar com colegas, assistir palestras, ainda assim isso toma tempo. Tem enormes vantagens pois, além de ser um evento social, que é ótimo, oportunidades de trabalho podem surgir.

Às vezes, também participamos de lançamentos, como na foto acima. E às vezes também somos convidados para alguma entrevista, como aconteceu comigo, na semana passada, na Band Mulher, para falar de meu novo livro. 🙂

Ensino – Muitos ilustradores hoje em dia ensinam. Antigamente, o ensino formal era a regra, mas hoje podemos aprender com várias pessoas e no conforto de nossas casas. Eu mesma ofereço tanto um curso como uma Vivência, onde os alunos não só aprendem, mas também publicam uma ilustração.

Tem dias que eu passo algum tempo falando com fornecedores, recebo material que mandei imprimir. Às vezes, o material não vem bem feito, temos que devolver, ou aguardar substituição. Às vezes vou à gráfica acompanhar a impressão, ou tenho que reenviar um arquivo, um documento, ou verificar porque um produto não ficou como eu esperava. Isso significa retrabalho, tanto para os fornecedores, como para mim.

Tempo que poderia estar ilustrando ou, como diz meu filho, ‘desenhandinho’. E mesmo para isso temos que pesquisar, estudar, fazer rascunhos…

Minha mãe diria: “fiquei cansada só de ler”. Para ela, que faleceu no ano passado, eu fazia coisas demais. E isso que ela era super ativa. 🙂

Não sei se a rotina de outros ilustradores é assim. Mas no momento, a minha rotina é um pouco agitada e, confesso, embora bem cansativo, eu acho isso maravilhoso, porque criar e fazer é algo que traz mais vida às nossas vidas.

Quando trabalhamos sozinhos, estar com pessoas traz muito mais significado às nossas vidas e também nos faz mais felizes, por saber que estamos impactando vidas com nossa arte! E não há nada melhor que saber que fazemos diferença na vida das pesssoas. 🙂

Bom final de semana!

Seja o protagonista de sua vida, e não o personagem secundário

Imagino que, estando aqui agora no meu blog, você já saiba que eu trabalho com literatura infantil, especialmente com ilustrações para livros infantis.

Por esse motivo, às vezes uso analogias da área para falar sobre a vida em geral.

Como dizem, é a arte que imita a vida? Ou é a vida que imita a arte?

Nesse caso, não estou falando somente de artes visuais ou ilustração, mas de todas as ‘artes clássicas’, como arquitetura, escultura, pintura, música, literatura, dança e a chamada sétima arte: o cinema.

Mas vou focar hoje mais em literatura e cinema.

Confesso que é impossível, para mim, ler um livro, ouvir uma música, assistir um filme, ou até mesmo um desenho animado, sem pensar em alguma relação ou aplicação para a minha vida.

Para mim, um livro que ‘fala’ comigo, com a minha vida, com a minha personalidade, faz com que eu me sinta pertencente àquela história. E acho que isso é que faz com que o cinema, por exemplo, seja um tipo de entretenimento tão valorizado.

QUEREMOS empatizar com o protagonista. E se isso não acontece, ou se os acontecimentos são irreais, aquele filme ou livro certamente não será memorável para nós.

Quando lemos ou assistimos um filme, queremos ver o que vai acontecer, torcemos para que o personagem principal, ou protagonista, faça acontecer.

Queremos ação, superação de obstáculos, realização de sonhos. É isso que buscamos quando nos envolvemos em uma história.

Afinal, quem quer assistir um filme onde não acontece nada, ou que o protagonista não tem garra para correr atrás do que quer?

E isso me faz sempre pensar: estou sendo protagonista de minha própria história?

Ou estou ‘deixando rolar a vida’, sendo levada pelos acontecimentos, esperando que algo aconteça que vá mudar a minha vida, com num milagre?

Estou esperando ter mais tempo, mais recursos, um momento perfeito para começar a realizar os meus sonhos?

Ou sou apenas uma personagem secundária no livro ou filme da minha própria vida?

Sou alguém que atua, não importa em que área, de modo a ser vista como uma pessoa que está tomando as rédeas de sua vida em suas próprias mãos?

Ou estou esperando que alguém diga: Venha! Vou te ajudar e aí tudo vai dar certo!

Estou esperando ser ‘descoberta’ por alguém? Esperando que ‘alguém reconheça o meu valor’?

Estou, no mínimo, fazendo alguma coisa para ser descoberta?

Ou, se eu for descoberta como alguém relevante em alguma área, terei alguma coisa para mostrar? Terei produzido, impactado, atuado de modo que eu seja considerada relevante?

Ao assistir seu próximo filme ou ler seu próximo livro, note como o protagonista passa por uma porção de dificuldades durante a história.

Ele começa com um problema, que intensifica durante a história. Depois, junto a isso vem os desafios, às vezes até traições de conhecidos, gente tentando ‘puxar o tapete’ dele. E aí ele vai até o fundo do poço.

De repente, ele aparece pensando, caminhando, digerindo seus problemas – esse é aquele momento em que a música do filme costuma tocar mais tempo (uns 30 minutos antes do fim).

E então ele tem aquele momento “uau”!

No tempo que ele usou para pensar (certamente mais tempo que os 3 minutos de música), ele refletiu e bolou um plano para resolver o problema dele e:

  1. Conquistar o amor de sua vida
  2. Conquistar o emprego ou a promoção
  3. Realizar o seu sonho de vida
  4. Superar uma doença ou algo que o incomoda
  5. Abrir seu próprio negócio
  6. Realizar a viagem que sempre sonhou
  7. Mostrar que tem valor, mesmo vindo de uma família humilde ou de uma situação de pobreza
  8. Mostrar que a ideia dele tem valor e que pode mudar a vida de muitas pessoas
  9. E por aí vai…

Mas quem faz tudo isso no filme: o protagonista ou o personagem secundário?

Sempre tem personagens secundários nos filmes. E eles aparecem somente em função do que acontece com o protagonista. Eles são levados a fazer alguma coisa em benefício do protagonista, aparecem quando o protagonista aparece – e se aparecem sozinhos, sempre será algo que farão pelos protagonistas.

Se os personagens aparecerem de repente, sem motivo, geralmente é para mostrar que terão, durante a história, algum impacto na vida do protagonista.

Na minha área, vejo muita gente aguardando o momento certo para começar alguma coisa, para começar a escrever seu livro, para começar a ilustrar…

Será que algum dia teremos esse momento perfeito? Será que temos que aguardar algo acontecer para começarmos a atuar em beneficio de nossos sonhos? Ou devemos começar a olhar de forma a agarrar toda oportunidade, como se fosse a última (ou a única)?

A vida é curta. E precisamos agir em favor de nós mesmos. Precisamos correr atrás do que queremos, pois cada um tem seus desafios e objetivos.

Lembre-se: para as outras pessoas, você é um personagem secundário na vida delas. Elas são as protagonistas. Elas não vão colocar você em primeiro lugar, a não ser que isso seja algo para impactar a história delas mesmas!

Algumas pessoas estão atuando como protagonistas, de fato. Mas há aqueles que atuam, em suas próprias vidas, como personagens secundários, deixando a vida levar, e às vezes, até trabalhando pelo sonho de outra pessoa.

Ser protagonista de sua própria história é assumir o controle de sua própria vida. É não responsabilizar a sociedade, os parentes, os pais e qualquer outra pessoa ou situação por sua vida.

Ser protagonista é assumir a responsabilidade do que acontece conosco. É atuar de forma a não deixar o que acontece conosco nos abater.

Sim, vivemos em sociedade e nem sempre as coisas vão acontecer como queremos. Problemas e desafios virão. Nem sempre seremos reconhecidos pelo nosso valor e nem sempre as circunstâncias serão a nosso favor.

Mas não devemos desistir. Quem espera, sempre alcança.

Quem persiste, pode vencer ou não. Mas quem não persistir, já perdeu.

Assim como num filme onde TUDO acontece de errado para o personagem principal, em nossas vidas teremos muitos desafios. Muitos mesmo.

Mas devemos encarar como obstáculos que podem ser superados. Como nos games, quanto mais obstáculos, mais alto o nível e maior a recompensa (mais moedinhas também?).

Na verdade, se não houver obstáculos, lutas, problemas, dificuldades a serem superadas, não empatizamos com o personagem. Já notou?

Se a luta para exterminar o malvadão durar pouco, dizemos: Ah! Que sem graça! Foi muito fácil!

Não é verdade que se um protagonista não tem desafios, não torcemos por ele? Queremos ver personagens com coragem, com garra, sem com medo, mas indo à luta.

Somos humanos e não queremos personagens perfeitos. Queremos protagonistas que tenham falhas ou fraquezas. Do contrário, não empatizamos. Até o Super Homem tem suas fraquezas: a criptonita e, é claro, a Lois Lane. Ele não vai atacar o Lex Luthor se colocar a Lois em risco, né?

Às vezes, o que queremos é até ver o personagem medrosão enfrentar desafios para aprender a não ter medo.  Não é assim?

Ah! Essas histórias em que há mudança interna são as minhas preferidas.

Ou então aquelas em que a pessoa é insegura com relação a alguma coisa, mas de repente, depois de um acontecimento, que a deixou lá no fundo do poço, ela busca forças para recomeçar. Às vezes, foi algo que ela ouviu e mudou sua mentalidade (ressignificou seu pensamento), ou algo que ela fez e viu que tinha capacidade, surpreendendo a si mesma. E percebe que, se ela mesma não for à luta, o que ela quer não irá acontecer. Em filmes, queremos que as pessoas busquem essa realização.

Mas, e na vida real?

Muitas vezes, temos receio de que as pessoas nos julguem, nos chamem de malucos.

Note que, se alguém se destaca em algo, e ainda não chegou lá, é visto como maluco. Mas espere ele ficar famoso – ou bem sucedido –  para ver como ele, de repente, se torna um visionário.

É fato que nem todos podem ser protagonistas num filme. Tem que ter personagens secundários, e é preciso ter figurantes.

Mas nós podemos, pelo menos, ser protagonistas de nossa própria história.

Para um dia, ao olharmos para trás, dizer com orgulho: valeu a pena meu esforço!

Para isso, é importante decidir o que queremos ser, não somente com palavras, mas com planejamento e ações.

Ações com data marcada, pois como sempre digo: o objetivo é um sonho com data marcada para acontecer.

E, então, dar um final bem feliz à nossa história!

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Não perca, amanhã, sábado, dia 1º de Outubro, lançamento do livro “A Princesa Naselda”, escrito e ilustrado por mim.

Naselda é a protagonista da história que busca solução para um problema. Venha descobrir como essa história termina!

Saiba mais AQUI!

Serviço:
Lançamento “A Princesa Naselda”
Dia: 1º de outubro Horário: das 11h às 13h.
Local: Biblioteca Pública do Paraná (R. Cândido Lopes, 133 – Centro).
Atividades interativas:
Oficina artística com a autora e ilustradora Ingrid Osternack: 11h15 às 11h45.
Contação de histórias com Companhia Girolê: 12h às 12h30.
Sessão de autógrafos: das 12h30 às 13h.