1. Em primeiro lugar, seu desenho não precisa ser realista nem perfeito.
Muita gente acha que só é bom o desenho realista. Mas desenho e ilustração têm muitos estilos. Que graça teria se todo mundo fizesse igual?
2. Observe livros infantis e veja o tipo de ilustração que você gosta.
As cores têm degradê ou são chapadas? Têm contornos? Usam anatomia ou estilização? São minimalistas ou cheias de elementos?
3. Não basta repetir: é preciso praticar buscando progredir.
Fazer a mesma coisa no automático não gera o melhor progresso. Se fosse assim, todo motorista de táxi poderia ser piloto de Fórmula 1.
. Desenhe observando o que pode melhorar e procure referências, estudo ou orientação. . Escolha um ponto por vez: formas, luz e sombra, composição etc. . Curta mais o processo que o resultado. Isso tira a cobrança.
4. Melhorar exige sair do confortável.
A evolução acontece quando você vai além da habilidade atual. Se faz só o que já sabe, evolui menos.
. Desafie-se e tente desenhar ângulos mais difíceis. . Se tem medo de cenários, procure nos livros infantis e tente replicar com seu estilo. . Tente desenhar personagens em poses novas, mesmo que no início pareçam sem equilíbrio.
5. Feedback acelera muito.
Aprender sozinho é possível, mas correções externas ajudam. Um olhar de fora, de alguém que já trilhou esse caminho, pode te fazer dar um salto muito grande no desenho.
Cuide da qualidade do traço enquanto curte desenhar. Quem gosta do processo pratica mais sem perceber.
Consistência e disciplina fazem maravilhas pelo desenho. Treinar sempre costuma funcionar melhor do que surtos esporádicos de motivação. Melhor um pouco todos os dias do que só uma semana, uma vez por ano.
7. Observar não somente o que se desenha, mas os espaços entre as linhas.
Desenhistas enxergam padrões, vazios e formas.
. Veja formas básicas por trás dos objetos. . Primeiro a base, depois os detalhes.
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Eu não sei se você sabe, mas sou cristã. E todos os dias eu faço meu devocional pela manhã. Eu sigo um estudo num aplicativo do meu celular ou Ipad.
E o versículo de ontem foi exatamente o mesmo que o pastor falou durante a pregação na minha igreja, também ontem. Não é uma coincidência interessante?
Eu geralmente não escrevo versículos nas ilustrações, a não ser que seja um livro cristão. No entanto, achei curioso que o versículo do meu estudo matutino fosse exatamente o mesmo da pregação de domingo.
E esse versículo falou muito comigo e quis vir aqui para falar para você também.
Por que eu estava pensando nas minhas metas esse ano. E esse versículo mostra que, se eu não plantar, não vou colher.
Veja só: “Lembrem-se: aquele que semeia com moderação também colherá moderadamente, e aquele que semeia com fartura também colherá fartamente.”
(2 Coríntios 9:6 – NVI)
Como minha vida gira em torno da ilustração, não pude deixar de aplicar esse versículo à minha profissão.
Eu pensei: o quanto será que estou semeando no meu trabalho? Será que estou mesmo fazendo o máximo que posso, plantando sementes, para depois poder ter uma colheita farta?
Será que estou, de fato, tratando minha carreira de modo intencional e fazendo atividades que cooperam para o bem dela, que venham a me trazer mais oportunidades na minha área?
Será que estou mesmo fazendo tudo com propósito? Ou estou fazendo um pouquinho aqui e outro ali, achando que só jogando umas sementinhas pelo caminho será o suficiente?
Ao começar, de fato, podemos jogar apenas algumas sementes:
Um desenho no final de semana.
Um sketchbook e alguns lápis.
Uma ilustração quando dá tempo…
E tudo isso em um tempo curto, geralmente o que dá para fazer no meio de uma vida cheia como a que todo mundo tem atualmente.
É assim que a maioria começa. Ninguém tem tudo à mão. Mas, à medida que o tempo passa, isso continua a ser suficiente?
Será que não estamos procrastinando, e todo ano fazemos as mesmas coisas, mas nossa colheita farta nunca vem?
Será que um agricultor vai continuar plantando somente umas sementinhas se ele quiser colher mais? Ou ele vai ampliar e preparar o terreno, plantar mais, estudar para saber as melhores técnicas, investir em conhecimento e instrumentos, descobrir como vender e se organizar?
Será que estamos mesmo plantando? E cada vez plantando mais?
Ou será que estamos apenas adiando aquilo que Deus já colocou no nosso coração?
Falamos do sonho, pensamos nele, pedimos direção a Deus… mas, muitas vezes, adiamos o gesto concreto: planejar nosso sonho de verdade, desenhar mais, montar nosso portfólio, estudar, melhorar nossas técnicas…
Veja: Se não plantamos, não nos dedicamos, mesmo que a gente peça que Deus abençoe, sem colocar uma semente na terra, nada irá nascer nem florescer. Temos que fazer a nossa parte. E temos que fazer, não somente sonhar.
Como Deus pode abençoar nossa colheita se não plantamos as sementes?
E nem sempre é por falta de capacidade ou habilidade, mas por inércia (não fizemos nada). Ou então é medo, insegurança, comparação, falta de método — ou até procrastinação disfarçada de “esperar o momento certo”.
Será que em 2026 não temos que, de fato, refletir há quantos anos estamos esperando ‘esse momento certo’?
Ou este será apenas mais um ano em que o sonho fica guardado, bem conservado… e nunca plantado?
O tempo é inexorável, inflexível… implacável! O tempo passa e as oportunidades, o sonho realizado, tudo isso vai parecendo cada vez mais distante.
Chega a hora em que olhamos para trás e vemos que não fizemos o que deveríamos ter feito. Não plantamos nada e, na verdade, no fim, não haverá o que colher.
Semear com fartura não é produzir sem parar, sem intenção, mas é desenhar mesmo quando o resultado ainda não encanta, entender que é um processo com altos e baixos, é estudar mesmo quando dá vontade de desistir e também terminar o que se começa, mesmo que o resultado não seja – ainda – o que você imaginou.
Quem semeia pouco, colhe pouco — não por castigo, mas por lógica. Não tem como colher um grande trabalho de ilustração sem ter ‘plantado’ tempo, prática, estudo e entrega.
Quem semeia com constância, colhe com o tempo, mas quem planta o nada, colhe o nada.
Assim como a terra responde apenas ao que recebe: só faz nascer se a semente for plantada, o mercado editorial só pode florescer na sua carreira se você plantar suas sementes.
Janeiro é o mês ideal para começar ou recomeçar. Que a sua resolução de ano novo seja plantar mais ilustrações, aperfeiçoar suas técnicas, melhorar sua composição, aprender a planejar seu livro, tirar sua história da gaveta, montar um portfólio de destaque, entrar em contato com clientes, começar a viver da sua arte…
Que 2026 seja o SEU ano. E que os planos que Deus colocou em seu coração possam ser realizados nos próximos meses. 🙂
Muita gente fala que, o que eles mais gostam nas minhas ilustrações, são as texturas.
E muitas vezes, me perguntam como fazer algumas delas, se é o papel, a tinta ou o pincel que eu uso.
De fato, texturas dependem não somente do material que usamos, mas também das técnicas.
Por isso, resolvi trazer aqui um livro que ensina algumas delas, em várias técnicas.
Então, se você quer aprender texturas, para usar em suas artes, ou até em suas ilustrações, esse livro pode ajudar.
O importante é lembrar de inserir seu PRÓPRIO ESTILO nessas texturas, para não ficar tão realista e perder a ludicidade da ilustração para livros infantis.
Dias atrás, estava lendo sobre o que nos move e no que acreditamos. Então, pensei: por que não fazer um ‘manifesto’ do que acredito?
E, é claro, coloquei meus pensamentos a respeito da Ilustração em 10 itens e chamei de Manifesto da Trilha Ilustrada.
Aí vai:
1. Aprender a desenhar é treinar não somente a mão, mas também o olhar, seu jeito de ver as coisas. Ver texturas, cores e até mesmo narrativas em outros contextos, como filmes e livros que não são infantis.
2. Todo ilustrador está sempre aprendendo. O desenvolvimento acontece quando o estudo e a prática deixam de ser esporádicos e se tornam parte da rotina. E estamos sempre nos aperfeiçoando, melhorando, querendo fazer cada dia melhor. Faz parte da arte.
3. Assim como aprender técnicas, é preciso compreender como se faz um desenho que conta uma história. E nisso, a forma, a proporção, a composição entram como fundamentais. Anatomia e perspectiva não são tiranos que te impedem de fazer o ‘perfeito’. São auxiliares que te ajudam a transmitir uma mensagem visual ainda melhor. Temos que cuidar, no entanto, para que o perfeccionismo não tire a espontaneidade de nosso trabalho.
4. Cada traço conta. Tudo que você coloca na sua ilustração conta. Linhas firmes ou fluidas, cores, texturas e elementos incorporados — tudo transmite sensações e emoções. Suas escolhas refletem o seu estilo.
5. O estilo nasce da repetiçãoconsciente de alguns detalhes. O estilo surge quando sua técnica encontra consistência e as suas escolhas começam a refletir você e sua personalidade em seu trabalho.
6.Ninguém nasce ilustrador – me desculpe, mas não vi ainda um bebê que desenhe melhor que outro. Nos tornamos ilustradores quando nos dedicamos a esse trabalho com dedicação e seriedade, e não nos deixamos abater pelos altos e baixos da vida (que tem em qualquer profissão).
7. O chamado talento pode até ajudar no início. Quem tem aptidão, já começou com vantagem. Porém, mesmo que não tenha, acredito que todos podem aprender a ilustrar, com disciplina, estudo e dedicação. E lembre-se:o trabalho duro vence o talento, quando o talento não trabalha duro.
8. Ter uma mentalidade otimista, de paciência e persistência. Não se deixe abater por críticas e julgamentos, nem tenha medo de expor seu trabalho. O seu trabalho é importante e impacta a vida das crianças. Eu sei, é dificil, mas não existe o bônus sem o ônus.
9. Comparar-se aos outros desanima e atrapalha o processo. Cada ilustrador é único e a única métrica válida de comparação é a evolução do próprio trabalho. Aquele ilustrador que você admira pode ter passado anos trabalhando de modo anônimo, até que um dia colheu os frutos do seu trabalho.
10. Ser proativo para aprender e aplicar, e ter paciência para aguardar os resultados. Porque, se você realmente se dedicar, estudar e se aprimorar, os frutos virão.
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