Ilustre Chocolate

O Carnaval passou e agora entramos no período que antecede a Páscoa. E, para celebrar uma data tão importante, nada melhor que um lançamento de livro!

Em breve, teremos o terceiro livro com ilustrações dos alunos da Vivência do Ilustrador: Ilustre Chocolate, receitas com chocolate, ilustradas pelos meus alunos.

Dos alunos que fazem meu curso Ateliê Ilustre, quem desejar pode também se inscrever na Vivência do Ilustrador que, além do curso, passa por uma experiência real de como é ilustrar para um livro infantil. Na Vivência, os alunos aprendem sobre como é um contrato, a importância, sobre como planejar a ilustração para a página, como preparar para enviar para o cliente, e muito mais.

Além disso, se tiverem algum problema – e infelizmente todos temos ao iniciar (eu tive vários) – tem a quem recorrer para perguntar e também pode passar por obstáculos num ambiente seguro, onde um atraso, um problema, um perrengue, não vai queimar o filme com o cliente.

Como é algo que requer certo empenho, nem todos os alunos participam. Mas gostaria de parabenizar os ilustradores dessa edição, pois as ilustrações estão lindas!

Nosso livro ainda não está pronto. Foi enviado para a gráfica e hoje recebi a prova, que é um livro-protótipo, a fim de que eu verifique como ficou impresso, pois nem tudo que está na tela, fica bom no papel. E é para isso que serve a prova. 🙂

Veja abaixo uma foto de como está ficando!

PROJETOS…

Essa semana trabalhei em vários projetos ao mesmo tempo: mandei um livro para a gráfica, para um projeto voluntário, ilustrei para o meu livro A Princesa Naselda, produzi um mapa ilustrado para uma cidade turística brasileira, comecei algumas ilustrações para um livro que será apresentado para um projeto cultural e também fiz alguns sketchs. Fazia muito tempo que eu não desenhava algo que não fosse infantil e fiquei super feliz com o resultado. Espero que gostem também!

Processo de Criação de Capa

Essa semana comecei a trabalhar num livro novo: A Princesa Naselda.

Esse livro é muito especial para mim, pois é o primeiro que escrevi. Trata-se de um livro de rimas, que conta a história da Princesa Naselda.

No vídeo abaixo, eu mostro rapidamente como foi o processo de criação da capa desse livro. Espero que gostem!

Como proteger minha história de plágio?

Essa semana recebi uma pergunta interessante:

“Estou escrevendo um livro. Como posso proteger a minha história?”

De fato, essa é uma grande preocupação dos autores/escritores: que, ao enviar seu texto para uma editora, eles ‘roubem’ a ideia deles.

Sinceramente, eu acredito que a maioria dos editores que existem não tem essa intenção. Ao contrário, encontrar uma boa história que possa se tornar um sucesso de vendas é o objetivo de todo editor.

Porém, infelizmente também existem pessoas de má fé no mundo, pessoas que se aproveitam de ideias alheias e da propriedade intelectual de outras pessoas.

Na verdade, já aconteceu com uma amiga minha, autora de vários livros. Há alguns anos, no início de sua carreira, ela produziu uma série de livros didáticos e, quando os volumes foram publicados, o nome que constava na capa, como autora, era da dona da editora.

Quando minha amiga foi confrontar a editora, eles responderam que tinha sido um erro e não tinham como corrigir, pois já haviam impresso milhares de exemplares.

E, como a verdadeira autora não tinha como comprovar o erro, nem sequer tinha feito um contrato, o que aconteceu foi apenas um pedido de desculpas da editora e… fim.

Minha amiga não tinha nenhum registro de que era a verdadeira proprietária intelectual dos livros. Certamente foi um grande aprendizado. Não somente para ela, mas também para mim, pois entendi imediatamente a necessidade de sempre fazer um contrato.

Porém, além de um contrato entre as partes, há algo que se pode fazer muito antes de seu texto chegar a outras pessoas.

O conhecimento tem muito valor, e por isso, quando você produz um texto, tem o direito de ser reconhecido pelo que produziu.

Aqui no Brasil, os direitos autorais se dividem em dois tipos:

– Direitos Autorais Morais

– Direitos Autorais Patrimoniais

Os direitos autorais morais de autor são os direitos de você ser reconhecido como o autor da obra, como quem o produziu. E isso não pode ser vendido.

Já os direitos autorais patrimoniais são os direitos de ceder aquela obra para alguém, geralmente uma editora, para que possam publicar e comercializar sua obra.

Então, como podemos proteger nossa propriedade intelectual antes mesmo que qualquer pessoa saiba que ela existe?

Quando você produz algo, seja um livro, um texto, um poema, um roteiro, uma música, ilustrações ou até mesmo fotos, pode registrar na Câmara Brasileira do Livro.

A CBL utiliza uma tecnologia chamada blockchain para proteger sua propriedade intelectual. Ao cadastrar sua obra, um certificado será emitido para comprovar a titularidade, a fim de proteger a mesma, pois se torna uma prova caso alguém cometa plágio, roube sua ideia ou até mesma seja divulgada sem o seu consentimento. Nesse registro, constará quem é o autor, o nome da obra e a data em que você o fez, garantindo que, caso alguém publique ou atribua a mesma a outra pessoa, você possa comprovar que o fez antes.

Quem pode registrar?

Ao contrário do que se pensa, que somente editoras ou pessoas jurídicas possam fazer esse registro, na verdade uma pessoa física é que tem que realizar o registro, a não ser em caso de obras de autoria coletiva, onde um organizador o fará.

Caso deseje registrar sua obra ou saber mais detalhes, visite o site da CBL (https://www.cblservicos.org.br/registro/).

Um ilustrado final de semana!

Críticas… como sofrer menos com elas?

Às vezes ouvimos comentários que nos entristecem. Você faz um trabalho que considera lindo e tudo o que ouve é que ‘teria ficado legal se você não tivesse feito x’.


De norma, a primeira coisa que eu analiso quando recebo uma crítica é: a pessoa que me criticou tem conhecimento da área?


Segundo: essa pessoa é o meu público-alvo? Por exemplo: se ilustro para crianças, qual a idade dessa pessoa?


Terceiro: a crítica é construtiva? Tem fundamento? Ou foi movida pela inveja?
Sim, embora seja raro, infelizmente algumas pessoas ficam chateadas porque você está realizando seu sonho de vida e eles não estão.


Se a crítica for construtiva, ainda assim é importante analisar se aquilo é algo pessoal daquela pessoa e se o que você fez tem qualidade.

Comparar seu trabalho com outras pessoas pode ser ao mesmo estimulante como pode também te desmotivar.

Deixe de lado sua ilustração por um tempo e depois volte a ver como está. Com outro ânimo e cabeça fria, você poderá analisar melhor o que realizou e constatar se há razão no comentário.
Uma coisa que eu faço às vezes é virar o desenho de cabeça para baixo e de lado, assim verifico como ficou. Isso ajuda saber se há algo que ficou meio distorcido na sua visão. Também gosto de olhar de longe, para visualizar o todo.

Se você achar que a crítica não é construtiva, ignore. Tem gente que gosta só de criticar e nem sabe o que está falando.

Quarto: Cada um é um e gostamos de coisas diferentes. Deus criou uma variedade de plantas, flores, árvores… Se fosse pra gente gostar de tudo igual, não tinha tanta variedade.
E nós também somos todos diferentes. Já notou como algumas pessoas gostam mais de chocolate e outras de doce de leite? E assim também é com a arte. Nem todos vão gostar do que fazemos.

Quinto: há pessoas que gostam de criticar. Algumas querem parecer mais inteligentes, outras acham que estão contribuindo, outras são assim por natureza.

A crítica que você tem que considerar é a sua própria. Analise o que você fazia no ano passado e veja se há progresso em seu trabalho. Analise o seu desenvolvimento.

O artista nunca pára. Por mais que ache que um trabalho ficou bom, no dia seguinte já está pensando em melhorar.

Isso é natural e faz parte do percurso do artista. E isso que faz o trabalho do artista ser tão fascinante!

Se você acha que seu trabalho ainda não está bom o suficiente, se ainda não está ‘pronto’, se tem medo de mostrar ao mundo o que faz, persista na jornada.

Faça cada dia um pouquinho, pois uma caminhada longa se faz com passos pequenos também.
Lembre-se:

Grandes coisas são feitas de pequenas atitudes.

Um ilustrado final de semana!

Ingrid

Não envie o Orçamento

Quando recebemos pedidos de orçamento de ilustração infantil, há algumas coisas a se considerar antes de enviar seus preços, valores, enfim, seu orçamento.

Nesse vídeo, eu falo sobre algumas razões para você não enviar seu orçamento de imediato.

Se tiver algum comentário, me envie! Ficarei feliz em ouvir sua opinião.

Ilustrado final de semana!