Humildes Começos

Essa semana fiquei impressionada ao descobrir como foi o primeiro computador da Apple. Ao ver a imagem, pensei: deve ser brincadeira de alguém. Rsrs… Mas ao pesquisar, descobri que o Apple I foi um computador criado para uso pessoal, e feito à mão. Entretanto, foi o que deu origem à empresa que hoje fabrica os mais cobiçados aparelhos, tanto celulares como computadores.

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Apple I

Ao ver esse computador, pensei em como tantas vezes deixamos de seguir em frente numa ideia ou até num desenho, só porque a primeira tentativa não ficou tão boa. Já imaginou se o Steve Jobs não tivesse dado continuidade a essa ideia?

E isso me levou a pensar… quantas vezes já desistimos de algo porque não gostamos da primeira tentativa?

Uma coisa que minha filha comenta comigo é que acha interessante que eu não gosto de desistir. Mesmo que receba algumas críticas, o que certamente acontece com todo mundo, eu tendo a tentar mais vezes. Nem sempre, é claro, dou continuidade a algo, afinal somos humanos, né? Mas confesso que sou meio teimosa para algumas coisas. Como sou descendente de alemães, uma brincadeira que fazem de vez em quando é: alemão não é teimoso. Teimoso é quem teima com alemão. Creio que querem dizer que o alemão é tão teimoso que não adianta discutir. Mas brincadeiras à parte, eu não sou tão teimosa assim, não. Além disso, sou descendente de poloneses também. Rsrs…

Também acho que, mesmo que algo não dê certo, o aprendizado fica. E eu amo estudar, ler e aprender. Então, ainda que fique frustrada quando algo não dá certo, me consolo com o fato de que aprendi algo e o tempo não foi tão desperdiçado.

O que quero dizer com tudo isso? Que temos que praticar sempre. Realmente acredito que podemos melhorar se praticarmos bastante. Se você me acompanha aqui, já deve ter lido sobre isso. Na nossa área, de desenho e ilustração, quanto mais praticamos, mais aprendemos. Para ficar fera no desenho, uma pessoa tem que desenhar todo dia. Isso é fato.

Uma pessoa que desenha todos os dias vai ficando cada dia melhor. Assim é em todas as áreas. Porém, há mais um detalhe que precisa ser considerado. Como diz um empreendedor popular da internet, se somente prática levasse à perfeição, motorista de táxi seria corredor de fórmula I. Então, a prática ajuda muito a melhorar em alguma coisa, mas não é só isso. E o que mais seria, então?

Nos meus anos de experiência, tenho observado que é necessário também aprender novas técnicas, observar outros trabalhos, conhecer novas pessoas e, consequentemente, estar aberto a novas ideias. Não podemos ficar fechados na nossa bolha. As ideias que temos, somadas às ideias dos outros, podem levar a conceitos inovadores. Uma técnica nova, agregada ao que você já sabe, pode te levar a fazer um outro tipo de trabalho, ao mesmo tempo desafiador e gratificante.

Fazer um curso, estudar mais sobre a sua área, participar de um workshop, tudo isso traz novos insights que nos renovam e nos dão mais pique para focar em coisas novas. Até mesmo observar um artista trabalhando, mesmo que ele não diga nada, pode revelar o que não foi dito e até vir a dar uma refrescada em nosso trabalho.

Assim, quando começar algo novo, e se frustrar com o resultado, tente de novo. Foi só o primeiro passo. Curiosamente, até a Bíblia diz em Zacarias 4:10 para não desprezarmos os pequenos começos.

Para conhecer mais sobre o primeiro computador da Apple, clique aqui.

Dicas sobre Pagamento de Ilustrações

Ouvindo alguns colegas falando sobre as dificuldades em cobrar e receber pagamento por ilustrações, fiquei aliviada em saber que isso nunca aconteceu comigo. Embora já tenha recebido pagamento em atraso de alguns dias, foi por pura falta de deixar bem claro no início o que era para ser feito.

Infelizmente, em toda área existem clientes que tentam levar alguma vantagem. Felizmente para mim, não tive ainda nenhum problema com falta de pagamento. Talvez o fato de eu sempre trabalhar com contrato, e assim já afastar de início quem não tem boas intenções. Creio que o fato de eu ter me graduado em Administração antes de ter feito Belas Artes deve ter ajudado. Rsrs…

Entretanto, a grande maioria de clientes tem, sim, boas intenções. Eu acredito que, se alguém pede um trabalho a você, não tem a intenção de lhe enganar. Mesmo porque, desde sempre, a reputação é algo a ser valorizado. Ainda mais hoje em dia com a internet, onde fica mais fácil procurar informações.

De qualquer forma, aprendi algumas estratégias para facilitar o entendimento sobre pagamentos entre você e seu cliente:

1 – Eu sempre enfatizo: NUNCA trabalhe sem contrato. O contrato é a sua segurança. Não comece um projeto de ilustrações sem ter um contrato entre as partes, isto é, entre você e seu cliente. Se alguém já enrola para assinar o contrato, desconfie. Boas editoras e bons clientes não tem medo de colocar tudo no papel. Pelo contrário, eles também preferem ter tudo por escrito e saber de antemão o que vão receber em troca do dinheiro deles. Eu considero o contrato como um ‘filtro’. Com ele você já evita uma porção de dor de cabeça só de mencionar o mesmo nas negociações.

2 – Peça um adiantamento: eu costumo dividir o valor total em três partes: na assinatura do contrato, meio e entrega das ilustrações. Assim, quando eu entregar, já terei recebido pelo menos 60% do valor total. E dificilmente alguém com a intenção de não lhe pagar irá fazer os depósitos regularmente. Isso minimiza o risco. Lembre-se: Como freelancer, autônomo, ou empreendedor individual, é você quem define como vai trabalhar.

Você pode estar imaginando: “ah, mas se eu pedir algo já de início, eles não vão me contratar”. Ou “Estou ainda no começo, não tenho coragem”… “Não quero arriscar pedir e perder esse trabalho”.

Todas essas preocupações são válidas, mas se desejamos ser tratados como profissionais, temos que agir como profissionais. E, na maioria dos casos, em outras áreas, ou você dá um sinal, ou paga tudo antes de receber. Você sai da padaria sem pagar o pão? Se faltar dinheiro pra passagem, você entra no ônibus?

Receber uma porcentagem no início mostra a boa-fé do seu cliente e que ele confia em você. Por isso o contrato é garantia também para ele. Garantia de que ele vai receber pelo que já começou a pagar.

Caso a editora ou o cliente não queira fazer um depósito, faça uma pesquisa com colegas. Porém – enfatizo – isso nunca me aconteceu. A maioria com quem trabalhei, pessoas jurídicas ou físicas, sempre fizeram um depósito inicial.

3 – Explique as condições de pagamento: Além da porcentagem inicial, escreva no contrato valores e datas de pagamento. Coloque seus dados bancários e condições. Eu sempre faço um cronograma do meu trabalho e já indico as datas em que vou fazer entrega de rafes ou ilustrações e já defino esse o dia do pagamento.

4 – Pergunte sobre a forma de pagamento e impostos: Há editoras que depositam os valores e já retém o IRPF na fonte. Há outras que deixam isso para você. E há outras que trabalham com Notas Fiscais. Isso tudo precisa ser definido antes de começar o trabalho. Já imaginou eles pagarem somente com emissão de NF e você não ter como fazer isso?

5 – Caso o cliente diga que não tem um modelo de contrato, envie você uma minuta para que ele analise. Tenha documentos e formulários profissionais. Além da sua apresentação ficar mais uniforme, causará boa impressão e vai evitar que vocês se esqueçam de detalhes importantes.

Lembre-se: ao não aceitar qualquer tipo de cliente, sobra tempo para você focar nos clientes de qualidade. Não é porque gostamos do que fazemos, que satisfação paga as nossas contas.

É claro que não existe um só modo de fazer as coisas, e pode ser que você tenha outra opinião e outro jeito que funcione muito bem. Cada um tem a sua experiência. Se tiver alguma dica ou quiser compartilhar alguma experiência, me escreva. 🙂

Ópera de Arame – Curitiba

Pequeno making of da ilustração da Ópera de Arame, em Curitiba, para o livro “Curitiba de A a Z”, de Alexandre Barros Neves, Editora Insight.

O livro “Curitiba de A a Z” é um livro voltado a crianças, que fala de modo leve e divertido sobre a cidade de Curitiba, suas características e pontos turísticos.

Materiais para Ilustração

Cada ilustrador utiliza o material que mais gosta para realizar suas ilustrações. Muitos utilizam vários e isso enriquece bastante o trabalho.

Escova, Giz, Cor, Atelier, Pintura, Colorido

Se o seu desejo é se tornar um ilustrador digital, é necessário adquirir o software ou fazer a assinatura para obter a ferramenta do seu trabalho. Há quem utilize o Illustrator, Photoshop, Corel, Procreate, etc… Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Nesse caso, talvez não precise do scanner, mas pode vir a ser útil para digitalizar esboços. Embora não seja essencial, uma mesa digitalizadora agiliza em muito o trabalho.

Sobre esses softwares, antigamente eram adquiridos e você podia usar o resto da vida (ou enquanto seu computador fosse compatível, rsrs). Atualmente, alguns deles cobram uma mensalidade, o que pode ser inviável para o ilustrador iniciante. Existem uma versão do Corel para estudante, mas tem algumas limitações. Porém, dependendo do que você faz, pode ser uma ‘mão na roda’. Há também a possibilidade de utilizar alguns desses softwares por um mês, para teste.

No caso de ilustrações feitas à mão, que eu vou chamar de artísticas, feitas através de ‘processo artesanal’ (até o momento foi a única maneira que consegui explicar às pessoas o meu processo), você precisará adquirir papel, tintas, pincéis, lápis para esboço, markers (se for o caso), lápis aquareláveis, pastéis, etc. Eu utilizo também tecidos, pequenos objetos e papéis coloridos.

O papel que eu utilizo como base tem a gramatura alta, pois do contrário ele fica ondulado e prejudica não só a aparência da ilustração, mas também dificulta na hora de digitalizar.

Eu gosto da tinta acrílica e as marcas que mais utilizo são Maimeri e Brera, Liquitex e Cryla. A minha preferida é a Maimeri Polycolor, que pode parecer cara no início, mas dura tanto tempo que compensa financeiramente.

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No entanto, existem marcas boas que são feitas na China, como a Lefranc & Bourgeois. Já usei muito a Pebeo, mas a que é vendida no Brasil parece ter menor quantidade de pigmento e não me permite dar efeitos e texturas que me agradam na ilustração.

Já usei muito as tintas brasileiras e são de qualidade. São mais brilhantes, o cheiro é um pouco mais forte e acho que se assemelham às tintas Pebeo na consistência. Um ponto a se considerar como uma enorme vantagem: são muito econômicas e perfeitas para quem está começando.

Gosto de pincéis chatos e retos, mas uso os de ponta de redonda para acabamentos. Tenho pincéis com cerdas dos mais variados tipos, e utilizo dependendo do efeito que desejo dar.

Os lápis de cor que utilizo são geralmente aquareláveis, mas o importante para mim é que apareçam sobre a tinta acrílica. A não ser que faça ilustrações totalmente com lápis de cor, você não precisa investir numa caixa enorme. Uso de diversas marcas e você pode comprar as cores que mais utiliza, individualmente.

Geralmente, os materiais que utilizo duram bastante tempo. Os pincéis que mais uso são da Condor, porque gosto do efeito que permitem. São também mais em conta do que os importados, e comparando com alguns, são de melhor qualidade. Comprei alguns pincéis importados que soltaram as cerdas, e outros que a tinta do cabo soltou toda, permitindo que a madeira absorvesse a água. Isso faz com que fiquem mais frágeis e quebrem mais facilmente.

Enfim, o importante mesmo é que você encontre um material que lhe possibilite chegar ao resultado que deseja. Vemos artistas que fazem obras lindíssimas com areia, terra e até lixo. Portanto, sugiro que experimente aquilo que lhe dá mais prazer em usar e que lhe proporcione um bom resultado.

Se desejar saber mais alguma coisa sobre os materiais que utilizo, entre em contato. 🙂

O artigo acima faz parte do meu E-book “Primeiros Passos do Ilustrador Profissional”. Clique aqui para baixá-lo.

O impacto da profissão de ilustrador

Muitas vezes as pessoas olham com certo “desinteresse”  a profissão do ilustrador e do desenhista. Na verdade, ser artista parece ser algo que não é levado muito a sério e muita gente só considera a validação exterior, quando o artista é famoso e está ‘ganhando muito dinheiro’. Há pessoas que valorizam, sim, mas geralmente são pessoas que estão em áreas afins, ou então gostariam de trabalhar com arte e ilustração.

Por que estou falando isso? Porque quando você é microempresário, ou autônomo, e principalmente quando seu studio é na sua própria casa, as pessoas tem a tendência a acreditar que você não faz nada. E artista é visto como alguém que não trabalha. Parece que o conceito de trabalhar é ‘sair de casa”. Porque, do contrário, imaginam que você fica em casa de pijama. Não tem ideia da quantidade de horas que você passa pesquisando, ilustrando, ajustando as imagens no computador para que fiquem na tela exatamente o que você ilustrou, comprando materiais, fazendo negociações, lidando com os aspectos legais da profissão, networking, marketing, tudo isso entremeado com a vida pessoal, que todo mundo tem e que é o que dá colorido à vida.

Eu já escrevi isso aqui, mas vou contar novamente para quem não ouviu ainda – é como diz brincando o meu filho:

– Você fica o dia todo desenhandinho. 🙂

Não só o dia todo, mas também algumas madrugadas para entregar dentro do prazo. Rsrs…

Há anos venho ‘matutando’ sobre esse assunto e percebi que a nossa profissão tem um impacto enorme. Aparentemente, até parece que não. Mas comecei a pensar em quantos livros já tinha ilustrado, e na quantidade de exemplares que foram impressos até hoje, e cheguei à conclusão que mais de 30.000 crianças já receberam livros com minhas ilustrações. Para alguns pode parecer pouco, mas para mim é muito relevante. Isso quer dizer que eu fiz parte, pelo menos por alguns minutos, da vida de cada uma dessas crianças. Existem, claro, livros que nunca foram abertos, mas o livro pode ser lido e relido e, se estiver numa biblioteca de escola, muito mais crianças terão visto, lido relido o mesmo. E quantas escolas podem ter usado o livro que ilustramos para trabalhar conteúdos, ou interpretar um texto?

Nessa semana há oficinas acontecendo com um livro que ilustrei: Sibila. A própria autora está trabalhando a história com várias crianças. Com um só exemplar, ela tem contado a história da cobrinha Sibila para centenas de crianças.

Inclusive ela mandou fazer alguns bichinhos de pano exatamente no formato, cores e texturas que ilustrei. Não é pra ficar feliz?

Voltando ao nosso assunto, o livro também não costuma ser jogado fora, mas dado a outra pessoa. Quantas crianças receberam um livro usado até hoje? Eu, quando pequena, recebi muuuitos.

Alguns desses livros que ilustrei já foram traduzidos e hoje estão em outros países. Por quantas mãozinhas já passaram? Criaram sonhos? Suscitaram emoções? Divertiram?

É claro que isso também depende do próprio ambiente e contexto onde a criança se encontra, e também da história. Mas o ilustrador tem uma grande responsabilidade em suas mãos, pois há crianças que ainda não leem e que só vão absorver a mensagem das imagens. E há crianças que ficarão mais impactadas pelas imagens que pelo texto. Por isso, é importante pensar no leitor, no que a imagem vai comunicar, se poderá ser interpretada erroneamente, qual o público alvo…

Pare e pense agora: será que, nesse mesmo momento em que você está lendo esse texto, não tem alguém com um livro seu nas mãos, admirando o trabalho que você fez? Ou, se você ainda não publicou o seu livro, imagine no futuro a alegria das crianças ao receber e abrir um livro ilustrado inteiramente por você? Não é emocionante? Não faz a vida de ilustrador valer muito a pena? 🙂

Aventurando no Lettering

Dias atrás tive a oportunidade de fazer esse ‘lettering‘. O objetivo era presentear uma conhecida que teve bebê. Foi uma experiência interessante, pois não é uma arte que costumo fazer.

O que aprendi:

. Só fazendo aprendemos realmente.

Mesmo sendo apaixonada pelo lettering, foi só fazendo que percebi a necessidade de planejar bem as fontes e diagramação. Depois de pronto, achei que algumas fontes poderiam ser mais grossas e mais impactantes. Esse trabalho foi fruto de um momento de descanso, mas agora entendo que poderia ter feito mais testes em preto e branco antes de decidir por um design definitivo.

Eu sou uma entusiasta do “aprender fazendo”. Acredito que, quando estamos com as “mãos na massa”, o nosso cérebro recebe essa aprendizagem de modo diferente. Afinal, deve ser para isso que serve a lição de casa, né? Rsrs… Além disso, como sempre, a prática leva ao aperfeiçoamento. É como o bebê que começa a aprender a andar: quanto mais tenta, melhor fica (nesse caso, ele não fica, vai andando… rsrs)

. É bom fazer vários rascunhos antes

Como mencionei no item anterior, é bom fazer um planejamento. Eu fiz uns cinco rascunhos e mesmo assim demorei para chegar a uma conclusão sobre qual me agradava mais. Ainda assim, no final, achei que a palavra em destaque – Senhor – pedia por uma fonte mais bold, mais encorpada.

. Material

Usei o material que tinha, e eram canetas muito boas, de qualidade e adequadas ao trabalho. Na parte em que as letras ficaram em branco, achei que com as canetas iria demorar muito tempo e o resultado não seria tão bom, então usei tinta. Eu já tinha feito um trabalho em preto e branco para um livro de poesias há alguns anos, e por esse motivo tinha adquirido umas canetas Micron. Antes delas, eu até tinha outras, mas algumas marcas tem tom azulado, outras borram demais e qualquer umidade pode prejudicar a sua obra. Essa marca que usei no time-lapse não borra nem mancha com água. (Não estou recebendo nada para falar da marca, rsrs. Estou só contando minha experiência.)

Mas para treinar, acredito que qualquer caneta sirva. Acho desenhos feitos com caneta esferográfica muito bonitos e creio que seria uma ideia interessante produzir um lettering com canetas desse tipo. Eu não consegui descobrir a autoria da imagem abaixo, mas achei esse lettering muito top.

Enfim, tenho certeza de que, quando eu fizer mais alguns trabalhos desse tipo, terei descoberto ainda mais peculiaridades dessa arte. Se tiver alguma dica ou sugestão, me conte nos comentários. :-*