PROJETOS…

Essa semana trabalhei em vários projetos ao mesmo tempo: mandei um livro para a gráfica, para um projeto voluntário, ilustrei para o meu livro A Princesa Naselda, produzi um mapa ilustrado para uma cidade turística brasileira, comecei algumas ilustrações para um livro que será apresentado para um projeto cultural e também fiz alguns sketchs. Fazia muito tempo que eu não desenhava algo que não fosse infantil e fiquei super feliz com o resultado. Espero que gostem também!

Processo de Criação de Capa

Essa semana comecei a trabalhar num livro novo: A Princesa Naselda.

Esse livro é muito especial para mim, pois é o primeiro que escrevi. Trata-se de um livro de rimas, que conta a história da Princesa Naselda.

No vídeo abaixo, eu mostro rapidamente como foi o processo de criação da capa desse livro. Espero que gostem!

Como proteger minha história de plágio?

Essa semana recebi uma pergunta interessante:

“Estou escrevendo um livro. Como posso proteger a minha história?”

De fato, essa é uma grande preocupação dos autores/escritores: que, ao enviar seu texto para uma editora, eles ‘roubem’ a ideia deles.

Sinceramente, eu acredito que a maioria dos editores que existem não tem essa intenção. Ao contrário, encontrar uma boa história que possa se tornar um sucesso de vendas é o objetivo de todo editor.

Porém, infelizmente também existem pessoas de má fé no mundo, pessoas que se aproveitam de ideias alheias e da propriedade intelectual de outras pessoas.

Na verdade, já aconteceu com uma amiga minha, autora de vários livros. Há alguns anos, no início de sua carreira, ela produziu uma série de livros didáticos e, quando os volumes foram publicados, o nome que constava na capa, como autora, era da dona da editora.

Quando minha amiga foi confrontar a editora, eles responderam que tinha sido um erro e não tinham como corrigir, pois já haviam impresso milhares de exemplares.

E, como a verdadeira autora não tinha como comprovar o erro, nem sequer tinha feito um contrato, o que aconteceu foi apenas um pedido de desculpas da editora e… fim.

Minha amiga não tinha nenhum registro de que era a verdadeira proprietária intelectual dos livros. Certamente foi um grande aprendizado. Não somente para ela, mas também para mim, pois entendi imediatamente a necessidade de sempre fazer um contrato.

Porém, além de um contrato entre as partes, há algo que se pode fazer muito antes de seu texto chegar a outras pessoas.

O conhecimento tem muito valor, e por isso, quando você produz um texto, tem o direito de ser reconhecido pelo que produziu.

Aqui no Brasil, os direitos autorais se dividem em dois tipos:

– Direitos Autorais Morais

– Direitos Autorais Patrimoniais

Os direitos autorais morais de autor são os direitos de você ser reconhecido como o autor da obra, como quem o produziu. E isso não pode ser vendido.

Já os direitos autorais patrimoniais são os direitos de ceder aquela obra para alguém, geralmente uma editora, para que possam publicar e comercializar sua obra.

Então, como podemos proteger nossa propriedade intelectual antes mesmo que qualquer pessoa saiba que ela existe?

Quando você produz algo, seja um livro, um texto, um poema, um roteiro, uma música, ilustrações ou até mesmo fotos, pode registrar na Câmara Brasileira do Livro.

A CBL utiliza uma tecnologia chamada blockchain para proteger sua propriedade intelectual. Ao cadastrar sua obra, um certificado será emitido para comprovar a titularidade, a fim de proteger a mesma, pois se torna uma prova caso alguém cometa plágio, roube sua ideia ou até mesma seja divulgada sem o seu consentimento. Nesse registro, constará quem é o autor, o nome da obra e a data em que você o fez, garantindo que, caso alguém publique ou atribua a mesma a outra pessoa, você possa comprovar que o fez antes.

Quem pode registrar?

Ao contrário do que se pensa, que somente editoras ou pessoas jurídicas possam fazer esse registro, na verdade uma pessoa física é que tem que realizar o registro, a não ser em caso de obras de autoria coletiva, onde um organizador o fará.

Caso deseje registrar sua obra ou saber mais detalhes, visite o site da CBL (https://www.cblservicos.org.br/registro/).

Um ilustrado final de semana!

Críticas… como sofrer menos com elas?

Às vezes ouvimos comentários que nos entristecem. Você faz um trabalho que considera lindo e tudo o que ouve é que ‘teria ficado legal se você não tivesse feito x’.


De norma, a primeira coisa que eu analiso quando recebo uma crítica é: a pessoa que me criticou tem conhecimento da área?


Segundo: essa pessoa é o meu público-alvo? Por exemplo: se ilustro para crianças, qual a idade dessa pessoa?


Terceiro: a crítica é construtiva? Tem fundamento? Ou foi movida pela inveja?
Sim, embora seja raro, infelizmente algumas pessoas ficam chateadas porque você está realizando seu sonho de vida e eles não estão.


Se a crítica for construtiva, ainda assim é importante analisar se aquilo é algo pessoal daquela pessoa e se o que você fez tem qualidade.

Comparar seu trabalho com outras pessoas pode ser ao mesmo estimulante como pode também te desmotivar.

Deixe de lado sua ilustração por um tempo e depois volte a ver como está. Com outro ânimo e cabeça fria, você poderá analisar melhor o que realizou e constatar se há razão no comentário.
Uma coisa que eu faço às vezes é virar o desenho de cabeça para baixo e de lado, assim verifico como ficou. Isso ajuda saber se há algo que ficou meio distorcido na sua visão. Também gosto de olhar de longe, para visualizar o todo.

Se você achar que a crítica não é construtiva, ignore. Tem gente que gosta só de criticar e nem sabe o que está falando.

Quarto: Cada um é um e gostamos de coisas diferentes. Deus criou uma variedade de plantas, flores, árvores… Se fosse pra gente gostar de tudo igual, não tinha tanta variedade.
E nós também somos todos diferentes. Já notou como algumas pessoas gostam mais de chocolate e outras de doce de leite? E assim também é com a arte. Nem todos vão gostar do que fazemos.

Quinto: há pessoas que gostam de criticar. Algumas querem parecer mais inteligentes, outras acham que estão contribuindo, outras são assim por natureza.

A crítica que você tem que considerar é a sua própria. Analise o que você fazia no ano passado e veja se há progresso em seu trabalho. Analise o seu desenvolvimento.

O artista nunca pára. Por mais que ache que um trabalho ficou bom, no dia seguinte já está pensando em melhorar.

Isso é natural e faz parte do percurso do artista. E isso que faz o trabalho do artista ser tão fascinante!

Se você acha que seu trabalho ainda não está bom o suficiente, se ainda não está ‘pronto’, se tem medo de mostrar ao mundo o que faz, persista na jornada.

Faça cada dia um pouquinho, pois uma caminhada longa se faz com passos pequenos também.
Lembre-se:

Grandes coisas são feitas de pequenas atitudes.

Um ilustrado final de semana!

Ingrid

Não envie o Orçamento

Quando recebemos pedidos de orçamento de ilustração infantil, há algumas coisas a se considerar antes de enviar seus preços, valores, enfim, seu orçamento.

Nesse vídeo, eu falo sobre algumas razões para você não enviar seu orçamento de imediato.

Se tiver algum comentário, me envie! Ficarei feliz em ouvir sua opinião.

Ilustrado final de semana!

Lançamento: livro sobre a profissão do Ilustrador de Livros Infantis

Todos fazemos resoluções quando iniciamos um novo ano. Algumas tem a ver com realizações, outras com saúde, outras com trabalho… e acho que todos sempre queremos emagrecer um pouco. 🙂

Uma das coisas que me propus esse ano era finalizar meu livro dedicado à ilustração de livros infantis. E você, como me acompanha, será um(a) dos primeiro(a)s a saber!!!

Ontem publiquei meu livro ILUSTRANDO LIVROS INFANTIS – Orientações para o Ilustrador Iniciante!

Há muito tempo que desejo publicar esse livro, mas por algum motivo, sempre adiava. Mas agora terminei! E estou muito feliz!

Levei uns 5 anos para escrever, reunir e classificar o conteúdo desse livro. Nele, há mais de 200 páginas de conhecimentos que adquiri nos últimos 15 anos, todos baseados na minha experiência no campo de batalha. Em nossa área, há alguns livros falando sobre como ilustrar, como usar softwares, quais as melhores técnicas, etc. Mas, na maioria das vezes, não falam sobre a carreira nem são voltados ao mercado brasileiro. Ou então, não são dedicados especificamente à ilustração de livros infantis.

Esse livro está dividido em quatro partes.

Na primeira, vou falar sobre a profissão em si, as técnicas, as habilidades e competências que, na minha opinião, um ilustrador deve ter.

Na segunda parte, vou falar sobre o livro infantil, suas partes e meu processo de trabalho.

Na terceira parte, vamos abordar algumas formas de publicação existentes. Não tenho como objetivo falar de todas os modos que existem, mas apresentar algumas possibilidades.

Na quarta parte, um pouco sobre networking. Embora o ilustrador trabalhe muito tempo sozinho, os relacionamentos são parte fundamental na profissão.

Esse é um livro que aborda vários aspectos da carreira e pode ser lido tanto do início ao fim, como também pode ser usado para futuras consultas, caso surjam dúvidas específicas no decorrer de seu percurso profissional. Enfim, escrevi o livro que eu gostaria de ter lido quando comecei. 🙂

Já está disponível na Amazon, e está recheado de dicas e orientações. Isso tudo para que comece o ano de 2022 super informado a respeito da profissão e que essas informações possam ajudar a realizar o seu sonho de se tornar ilustrador(a) de livros infantis.

Por enquanto, estou lançando em formato digital, ou seja, eBook. No futuro, quero disponibilizar o livro impresso também, mas ainda não tem data prevista para o lançamento.

Mas, assim como ensino na Vivência, vários recursos adicionais são necessários para a impressão e distribuição de um livro impresso, e isso demanda bem mais tempo.

Não querendo ‘segurar’ o meu lançamento, optei por disponilizar o conteúdo em formato digital o quanto antes, para que você possa se beneficiar do conteúdo já no início de 2022.

Quem sabe 2022 não será o ano em que você irá realizar o sonho de publicar suas ilustrações? Ou, se já publicou, acelerar ainda mais sua carreira?

Não perca a oportunidade de aprender mais sobre ilustração infantil. Espero que goste!

Escrevi esse livro com muito carinho e dedicação. Também foi revisado várias vezes. Porém, ninguém sabe tudo, e tampouco existe alguém perfeito. Por isso, caso encontre algum erro, me escreva avisando.

Desde já agradeço!

Um ilustrado final de semana!

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Feliz ano novo!

O início de um novo ano é como o início de uma nova fase na vida. Nos dá mais ânimo, motivação e esperanças.


Que o seu ano seja muito abençoado e ilustrado! E que todos os seus sonhos se realizem, com as bênçãos do Senhor!


Feliz 2022!

Home Office – Trabalhando em Casa

Já faz muitos anos que eu trabalho como ilustradora e, como muitos freelancers, tenho o meu studio em casa. Como já comentei aqui, no início só tinha uma mesa e alguns materiais. Com o tempo fui adquirindo mais materiais e móveis. E hoje tenho meu próprio espaço em minha casa.

Quando eu comecei, pesquisei muito em como fazer para conciliar o trabalho com a rotina de mãe e dona de casa. Não era fácil. Na época, home office era algo impensável e havia apenas alguns artigos sobre o assunto. Li blogs e livros sobre essa modalidade mas nenhum parecia se encaixar com a minha realidade. Minha filha era bebê e era bem complicado para gerenciar tudo. E no momento, com a quarentena, tenho ouvido amigas comentando a dificuldade de não conseguir conciliar trabalho, casa e família. É, de fato, uma loucura.

Os artigos que eu lia eram sempre sobre pessoas que tinham empregada, babá e ajuda das avós. Totalmente diferente de minha realidade. Minha mãe, embora se disponibilizasse, não tinha condições de me ajudar. Eu não tinha nem empregada, nem babá, como a maioria das famílias. E minha sogra mora em outro estado. Enfim, era tudo comigo mesmo. Eu que fazia as ilustrações, que cuidava das crianças, comida, roupa e casa. (Na verdade, continua assim, só que as crianças já estão maiores).

Embora o propósito de meu blog não seja tratar de home office, acredito que essa seja a realidade de muitos ilustradores, principalmente ilustradoras. Sei que alguns ilustradores até tem um espaço fora de casa, mas nos últimos anos, vários colegas decidiram, pelas mais variadas razões, que era mais conveniente ter seu studio em casa.

Por isso, vou dar algumas dicas que eu aprendi por experiência própria. Não foi fácil. Quando minha filha era bebê, minha casa era uma bagunça. Vejo fotos dela pequena e fico horrorizada com os cenários. Rsrs… Na verdade, com a pandemia, parece que o trabalho triplicou. Não é verdade?

Meu objetivo aqui não é dizer que ‘sou um gênio’ e faço tudo certinho e organizado. Longe disso. Basta perguntar aos meus filhos. 🙂 Mas acredito que a minha experiência pode ajudar a quem está lidando com uma nova realidade de ter filhos em casa o dia todo, cozinhar, cuidar da casa e ilustrar. Já faz mais de 15 anos que a minha rotina é assim e acredito que eu possa colaborar com algumas dicas.

Estar em casa com filhos o dia todo é bem desafiador. Ou você deixa eles o dia todo vendo tv, jogando vídeo-games, ou envolve eles no seu trabalho. Eles querem atenção e é bem complicado conseguir trabalhar. Por isso, muitas vezes fui dormir de madrugada, a fim de terminar um projeto. Quanto aos filhos, são bênção e temos que curtir bastante, pois crescem rápido. Por outro lado, eles também tem que entender que você tem horários. Equilíbrio é importante nesses momentos, pois eles merecem atenção. Já joguei (e ainda jogo) vídeo games, mas eles tem que entender que não são o centro de tudo.

Mas vamos às dicas. O que digo aqui são apenas sugestões e você não precisa seguir nenhuma. Cada um tem a sua realidade.

1: Diga não. Com os anos, embora vários trabalhos tenham surgido, foi necessário declinar de alguns, porque não daria conta de fazer tudo. Preferi manter os meus objetivos focando em projetos que me desafiassem, ensinassem alguma coisa, e não aceitar tudo o que surgisse, pois ficaria sobrecarregada. Já imaginou aceitar algo e não conseguir entregar no prazo? Portanto, se um trabalho fosse tomar muito do meu tempo, preferia não aceitar ou sugeria outras condições. Perdi trabalhos? Sim, perdi vários. Às vezes penso se não deveria ter aceitado, pois hoje teria um portfólio maior de livros publicados, mais contatos com editores, e certamente o pagamento teria ajudado muito. Porém, achei que valia a pena ter equilíbrio entre o lado pessoal e profissional.

2: Considere se vale a pena qualquer trabalho que aparecer. Prefira trabalhos que ajudem você a se desenvolver. Sempre vão aparecer trabalhos gratuitos ou que paguem pouco. Use a sua intuição para determinar o que deseja ou não aceitar. O primeiro NÃO é mais difícil, mas depois de um tempo você começa a perceber quais projetos realmente valerão a pena ou não. Às vezes surgem propostas que, apesar de você não ganhar nada no início, podem vir a ser interessantes no futuro, seja por motivos financeiros a longo prazo ou porque podem vir a dar projeção. O duro é determinar o que vale a pena. Nem toda promessa de projeção realmente acontece. Às vezes você aposta num projeto e não dá em nada. Com o tempo você vai percebendo as possibilidades. Mas a princípio, analise antes de aceitar. Valorize-se.

3: Faça uma lista de tarefas dividida por áreas: trabalho, diferentes áreas do trabalho, mídias sociais, casa, filhos, comida, roupa, … Se você é quem cuida da casa, filhos e comida, vale a pena fazer um planejamento. É um tempo que você gasta pra se planejar, mas aumenta a produtividade. Verifique se você tem mesmo que fazer tudo o que está na lista: pode deletar alguma coisa, substituir, delegar, deixar para outro dia, mês, ano…

4: Descubra os melhores horários para trabalhar. Quando meus filhos estão na aula, aproveito para o que precisa de mais concentração. Deixo para ler e-mails, whatsapp, trabalhar em atividades relacionadas a ilustração, mas que não precisam de foco, para quando tenho que dar atenção a eles. Peço opinião a meus filhos e marido sobre o trabalho que estou fazendo. Peço a minha filha que me dê dicas de como compor uma ilustração, que desenhe comigo, dou tarefas. Algumas ela aprecia, outras não, mas algumas vezes eu até faço a ilustração do jeito que ela sugeriu.


Uma vez fiz um esboço e ela quis dar opinião. Veja só o esboço que ela refez pra mim e a ilustração finalizada.

Descubra os seus melhores horários e momentos de criatividade: segunda feira para mim é um dos piores dias, pois sempre tem muita coisa para fazer e recuperar. Eu costumo trabalhar melhor quando a casa está em silêncio, então de manhã e no final da noite, o trabalho rende mais. Porém, tenho observado que no final da noite, apesar de trabalhar melhor, me prejudica o sono. Então optei por ir dormir mais cedo e trabalhar pela manhã. Nessa hora também é bom porque minha filha está na aula, presencial ou online.

Verifique qual o momento em que é mais interrompida e use esse tempo para atender os filhos, e-mails, notificações… enfim, tarefas em que precisa de pouco tempo para realizar. Às vezes, quando minha filha está entendiada, e quer ficar comigo, eu chamo ela para fazer cookies ou um bolo. Já resolvo o problema do lanche e passo um tempo gostoso com ela. E ela também vai aprendendo a fazer algo.

5: Alimentação: eu não faço feijão e arroz todo dia. Dá muito trabalho. Planejo antecipadamente o que penso em fazer durante a semana. Eu cozinho para o almoço e para o jantar todos os dias. Acredito que comer em casa me permite saber o que tem na minha comida e também escolher o que minha família vai ingerir. Tudo mais natural e sem aditivos. Geralmente uma proteína, um carboidrato e uma verdura. Mas dá muito trabalho, então uma vez por semana me dou uma folga e peço uma pizza. Às vezes, já aproveito e faço a receita dobrada, e deixo congelada para dias em que o trabalho está mais intenso. Não vou me estender aqui sobre esse assunto, mas essa é uma das grandes vantagens de ser freelancer: você tem mais qualidade de vida.

6: Tarefas de casa: Eu aproveito pequenos momentos pra limpar alguma coisa. Se estou esperando água ferver para fazer um macarrão, já aproveito para limpar a bancada. Vou cozinhando e já lavando e arrumando as coisas. Quando o almoço termina, a cozinha já está metade organizada. Às vezes eu já coloco a comida em potes de vidro e sirvo neles. A maioria dos meus potes tem tampa e se sobrar já fica mais fácil guardar na geladeira. Divido minhas tarefas pelos dias da semana. Durante a maior parte da pandemia, fiz tudo sozinha. Agora, como minha casa tem calçada, de vez em quando vem uma senhora para me ajudar. Minha mãe só teve uma ajudante quando éramos bem pequenos e ela nos acostumou a fazer tudo em casa. E eu fiz assim com meus filhos. Eles sempre foram responsáveis por várias tarefas. Não gostam de fazer, reclamam bastante. Mas todo mundo tem que fazer coisas que não gosta e eles também tem que aprender, para que saibam como fazer quando tiverem suas próprias casas.

7: Não se distraia com mídias sociais. Eu evito muito as mídias sociais, porque me tomam tempo precioso. Evito grupos ao máximo, pois me distraem muito. Também não vejo TV normalmente. Leio as notícias na internet, assisto esporadicamente a filmes e leio bastante. O que mais assisto ultimamente são filmes com minha família. 🙂

8: Dê horas de folga para você: para descansar ou até mesmo repor o trabalho que não conseguiu fazer sozinha. Quando meu filho era pequeno, eu colocava ele na cama às 9h. Depois eu tinha meu tempo de descanso, ler, fazer as unhas…

9. Há muitos anos, morei um tempo na Inglaterra (meu marido estava lá a trabalho) e observei que os pais colocam as crianças para dormir às 18/18:30h. Perguntei como conseguiam e a dica era jantar cedo. De fato, testei fazer o jantar às 18:30h e às 21h já estávamos todos deitados. Meus filhos já são maiores, mas cada um foi para seu quarto e isso ajudou todos a dormirem melhor. Ninguém foi de fato dormir, mas foi um momento de descanso mental para todos. É estranho jantar tão cedo, por isso acabei mudando para as 19h, ainda mais que agora meus filhos estão maiores.

10. Esqueça o perfeccionismo. Nesse momento em que escrevo, minha mesa está cheia de esboços e meio suja de tinta. Há papéis empilhados no canto e todo dia eu prometo que vou arrumar. Eu queria muito que minha mesa fosse como as mesas dos artistas que vejo na internet, tudo branquinho e sem resquícios de borracha. Mas a vida é assim, e uma casa com um pouco de bagunça, é uma casa com vida. (Mas eu vou arrumar ela, eu prometo!)… Também já perdi a conta de roupas que estão com algum pingo de tinta… E se a louça ficou um pouco mais de tempo na pia, paciência. Se você estivesse no trabalho, provavelmente só pensaria nela quando voltasse, né? Então, perdoe-se e faça o seu melhor.

Se você tiver alguma dica, compartilhe comigo porque sou fã de qualquer coisa que me ajude a ter mais tempo e produtividade.


Ilustrado final de semana!