Desde que
eu era pequena, meu sonho sempre foi trabalhar com desenho e arte. A vontade de
trabalhar com ilustração apareceu lá pela minha adolescência. Mesmo assim, demorei
alguns anos para conseguir alcançar esse objetivo. O importante é ter foco e,
mesmo que dê pequenos passos, um dia chegará ao seu objetivo.
Abaixo listo algumas dicas que podem ser úteis. Para saber mais, clique na aba E-book do blog e baixe meu livro a respeito da carreira de ilustrador. Lá dou muitos outros detalhes.
Desenhar e ilustrar: como em qualquer outro tipo de trabalho, a pessoa precisa ter interesse e habilidade no assunto. Mesmo que no início os desenhos não fiquem tão bons, é tudo uma questão de tempo. Se você desenhar todos os dias, no final de um ano já estará desenhando infinitamente melhor do que no início. E tudo o que precisa é de papel e lápis. Se já tem habilidade, poderá focar em alguns temas e no final de algum tempo terá muito material para produzir seu portfolio.
Portfolio: tão logo tenha desenvolvido
uma série de desenhos, prepare o seu portfolio. Pense nos temas que as
histórias infantis costumam abordar e prepare algumas ilustrações sobre os
mesmos.
Valores
(I): se um trabalho vai contra seus princípios, você tem
todo o direito de recusá-lo, sem culpa.
Valores
(II): aqui estou falando de remuneração. Evite fazer
trabalhos gratuitos em troca de exposição. Analise quem está lhe pedindo. Valorize
o que faz. Comece como quer continuar.
Críticas:
Infelizmente nem sempre você agradará todo mundo. Tem quem
goste do verde e tem quem goste do rosa. Quando criticado, analise se há
fundamento, quem fez a crítica e, bem importante, se é cliente ou concorrente.
Rsrs…
Por fim, mas não menos importante: a ilustração é fundamental em livros, artigos e textos, principalmente onde uma foto não consegue explicar ou acompanhar o tema. É preciso ‘pensar fora do quadrado’, fazer estudos, brainstorming, ser criativo. Por isso o trabalho do ilustrador é tão essencial que não será, na minha opinião, facilmente substituído. 🙂
Quando
estamos começando na carreira de ilustrador, procuramos toda oportunidade
possível para mostrar nosso trabalho. Por isso, uma das oportunidades que existem
para isso são concursos literários e de ilustração.
Participar
de concursos é interessante por vários motivos:
. ficar
conhecido;
. se formos
selecionados, sentimos que o nosso trabalho foi admirado e tem valor;
. fazer
contatos;
. trabalhar
com um briefing e datas de entrega;
. conhecer
outros trabalhos;
. entender
as tendências;
. e até se
renovar ao observar outros trabalhos, gerando insights e novas ideias.
Outra
vantagem é que aprendemos a ter resiliência. Todo trabalho autônomo requer
muita disciplina e resistência. O que quero dizer é que nem sempre nosso
trabalho será aceito e teremos que estar preparados para aceitar isso. Às vezes
um trabalho de menor qualidade pode vir a ser selecionado, somente porque era a
tendência daquele ano ou porque era conveniente que tal ilustrador fosse escolhido.
Triste para tantos outros que estavam competindo, mas infelizmente isso
acontece em todas as áreas.
Há alguns
anos um livro infantil foi premiado aqui no Brasil e causou indignação a alguns
escritores e ilustradores. Uma celebridade fez uma seleção de textos de outros
escritores e publicou um livro onde as ilustrações eram feitas por ela, embora
não fosse ilustradora. O argumento era de, enquanto tantos outros escritores
fazem o possível para produzir textos inovadores e de qualidade, o texto não era
dela e que só ganhou o primeiro prêmio por ser uma pessoa famosa.
Como os
jurados mudam todo ano, também há as preferências pessoais. E muitos concursos
já mencionam que a decisão deles é soberana e que todos os participantes, ao
entrar no concurso, devem aceitá-la. Não há como recorrer.
Como estudei na Itália, vou começar pelo concurso mais importante de lá: a Feira de Bolonha. Eu diria que é a feira literária mais importante do país. Todo ano eles promovem um concurso onde você envia cinco ilustrações e elas podem ser selecionadas para a mostra e uma das ilustrações apresentadas será a capa do catálogo. No ano passado o prêmio foi de 15 mil dólares, como um adiantamento para ilustrar um livro infantil para a Edições SM (para ilustradores com idade inferior a 35 anos). Outro prêmio foi uma bolsa de estudos da escola de ilustração ARS IN FABULA (para ilustradores com idade inferior a 30 anos). Ilustradores do mundo todo podem participar do concurso. Mais informações veja aqui.
Outro concurso interessante é o Nami Island, da Coréia do Sul. O primeiro prêmio é de 10 mil dólares, a ilustração no catálogo e mostra. Deve-se enviar 5 a 10 ilustrações, que contem uma história. Um ilustrador brasileiro ganhou esse prêmio há alguns anos. Não há taxa de inscrição. Para mais informações, clique aqui.
Em Portugal, há um dos concursos mais importantes da Europa. Acontece a cada dois anos e o prêmio é de 5.000 euros. Clique aqui e leia tudinho em português.
Nos Estados Unidos, um dos concursos mais conhecidos é o da Society of Illustrators. Há uma taxa de inscrição e o prêmio são medalhas e a publicação no catálogo. Leia mais aqui.
No Brasil, ilustradores geralmente enviam suas obras para o Salão do Humor de Piracicaba. São aceitos cartuns, charges, tirinhas e caricaturas. Mais informações aqui.
Muitos
concursos de ilustração infantil estão ligados a uma obra literária. Nesse
caso, posso citar ainda os concursos da SM, da Kalandraka e Biblioteca Insular
de Gran Canaria.
São
milhares de ilustradores que participam todo ano. Mas mesmo que o ilustrador
não seja selecionado, a participação é uma experiência enriquecedora. Além de
ser um gostoso desafio, se for selecionado – ou até mesmo ser o primeiro
colocado – significará um grande salto
na carreira.
Por outro
lado, existem associações e editoras que podem se aproveitar da situação. Por
isso, é importante saber discernir quais valem a pena e quais não.
Um exemplo
de um concurso que não vale a pena é quando uma associação cobra uma taxa de
valor alto para participar e o prêmio não faz jus a essa taxa. Muitos concursos
não cobram nada, portanto é necessário ficar de olho para saber se é um
concurso ‘sério’ ou alguma instituição querendo se aproveitar.
Outro
exemplo que já vi acontecer é quando uma editora tenta fazer um ‘concurso’ para
que os ilustradores disputem quem vai ilustrar um livro ou fazer uma capa, mas
não oferecem pagamento em troca. Temos que ficar atentos para não trabalhar de
graça. Já fui convidada para um concurso assim. Felizmente associações de
escritores e ilustradores enviaram cartas de repúdio e a editora retirou o
concurso rapidinho. A desculpa para promover o concurso era de que eles
gostavam tanto do trabalho de todos os ilustradores que não sabiam qual convidar.
Imaginem quantas ilustrações iriam receber de graça. A intenção era que os
ilustradores se sentissem pagos pela honra de terem suas ilustrações
publicadas. É o mesmo que comer num restaurante e dizer ao dono que ele deveria
ficar feliz que escolhemos o restaurante dele para almoçar.
A editora
poderia até argumentar que o ilustrador está tendo ‘exposição’. Porém, uma
atitude assim vem a desvalorizar a nossa profissão e pode prejudicar a todos,
principalmente quem está começando.
A
ilustração é fundamental num livro infantil. E isso mostra o quanto o trabalho
do ilustrador é importante. Já imaginou livros infantis sem ilustração?
Dica: uma
editora que promova um concurso de livro ilustrado deve premiar o ilustrador
com um valor correspondente ao trabalho de ilustrar uma obra. Um exemplo é o
citado acima, da SM, que antecipa 15.000 dólares para o premiado, e o mesmo irá
ilustrar um livro infantil.
Cuidado
também com as associações desconhecidas ou sem relevância que dizem que você foi
premiado e irá receber uma condecoração. Basta pagar o diploma, ou taxa “x”, no
valor de algumas centenas de reais. Associações sérias são as que promovem
eventos e nas quais você não paga nada ou uma taxa simbólica para participar.
Um último
conselho: ao enviar ilustrações, verifique antes se são necessários os
originais ou uma cópia. Antigamente eram aceitos somente os originais das
ilustrações. Mas com o advento das ilustrações digitais, os concursos decidiram
receber imagens via email, site ou até mesmo impressões. Caso sejam
selecionadas, aí sim alguns solicitam os originais.
Em minha
experiência, já enviei originais e recebi vários de volta, alguns cuja
expedição foi paga pela instituição e outros que eu mesma tive que pagar. Em
uma mostra, enviei três ilustrações. Duas foram selecionadas e a terceira nunca
foi encontrada. O pessoal da mostra sequer havia visto a outra ilustração, o que
me faz crer que devem ter retirado as duas primeiras e jogado o envelope fora
com a outra. E como já estive lá pessoalmente, vi na sala deles que havia centenas
de ilustrações que nunca tinham sido devolvidas e que seria muito difícil
encontrar alguma coisa. Felizmente eu tinha fotografado a ilustração antes de
enviar.
Caso tenha
alguma dúvida ou quiser alguma opinião sobre o regulamento de algum concurso,
entre em contato. 😉
Uma das coisas que me surpreende é o quanto a gente consegue fazer quando estamos empenhados. Aqui no blog já falei algumas vezes sobre produtividade. Parece uma coisa que não tem nada a ver com ilustração, mas é algo que me interessa bastante. Acredito que tudo na vida precisa de equilíbrio e por isso que valorizo o tempo em que estou ilustrando. Quero também poder curtir minha família, os eventos, tempo com os amigos, viajar, descansar…
Esse último mês fiz muuuuitas ilustrações. Para um só livro, fiz 26, além ainda de outras 5 para dois projetos futuros, mas que tinham que ser feitas ainda este mês. Para alguns pode parecer pouco, mas quando você trabalha com técnicas tradicionais de pintura, leva um certo tempo para produzir uma ilustração. Nos Estados Unidos, por exemplo, há ilustradores que levam 6 meses para produzir essa mesma quantidade. Isso não quer dizer que todo trabalho que eu faço seja assim. Às vezes tenho bastante tempo para uma quantidade bem menor.
Como todo mundo, às vezes a gente sabe que tem tempo e fica deixando para a última hora. Não é à toa que existem tantos livros ensinando a ‘vencer a procrastinação’. Rsrs…
Eu estou sempre tentando ser mais produtiva, e estudo bastante o que posso fazer para melhorar (às vezes até penso que ‘estudar’ também é um jeito de procrastinar). Uma coisa que eu gosto muito é de sempre fazer ‘um pouquinho a mais’. Acredito que devemos sempre nos desafiar. Com isso não estou falando de fazer algo muito grande. Costumo dizer a meus filhos: se você tem uma tarefa grande, não fique estressado. Divida em partes e faça cada dia um pouquinho. Se for um livro, um capítulo (ou até uma página) é melhor que nada. Se tem um grande trabalho de escola, que tal dividir em partes e destinar um trecho para cada dia?
Eu gosto de fazer um planejamento, divido em algumas partes e vou fazendo um pouco a cada dia. Funciona bem para mim. E foi assim que planejei o meu tempo, não deixando de fazer ainda as outras atividades que tinha todos os dias.
Para fazer uma ilustração, não basta só desenhar. É preciso ler o texto, entender se há algo que o autor quis dizer ou se fez referência a algum outro tema, pensar no que vai desenhar, esboçar, imaginar o que a criança vai interpretar… Depois de terminar o esboço (ou rafe), aí começa o trabalho da pintura, que é a parte mais divertida, na minha opinião. Se bem que às vezes eu gosto muito do desenho em preto e branco também. 😄 Mas o ato de deslizar o pincel sobre o papel traz uma satisfação muito grande para mim.
O trabalho do ilustrador parece fácil para quem está olhando de fora. Como brincam meus filhos: ‘você fica desenhandinho o dia todo’. Mas a verdade é que o nosso trabalho é um trabalho de criação. Ilustrar é um trabalho criativo, portanto o ilustrador é um ‘criador’ de algo. Você consegue imaginar que privilégio? Temos a tarefa de inventar alguma coisa que, até então, não existia. Através de papel, lápis, tintas e também do computador, podemos dar vida a personagens que vão entreter, divertir, levar a questionamentos, encorajar, inspirar, despertar emoções e até mudar vidas. Uma responsabilidade e tanto. E que honra, não?
Ontem ainda comentei com uma amiga que a vida para mim é como um punhado de areia na minha mão. Os anos vão escorrendo e eu fico pensando que 24 horas no dia é pouco para tudo que desejo fazer. Por isso a produtividade é algo que me fascina. Nós, trabalhadores criativos, somos aqueles que não se contentam em ficar na rotina, fazendo sempre a mesma coisa. Às vezes queremos mudar o mundo, às vezes deixar nossa marca, às vezes só queremos produzir algo e ter a satisfação de saber que ‘foi feito por mim’.
Por isso, embora o tempo às vezes seja escasso, ainda assim sabemos que o nosso trabalho vai impactar muitas pessoas. E isso não é maravilhoso?
Eu costumo escrever aqui no meu blog o que estou fazendo, com o que estou trabalhando, como eu me organizo, como tentar ser mais produtivo, entre outros assuntos. Porém, às vezes as coisas não acontecem como desejamos. Num mundo ideal, tudo funciona direitinho e com a experiência vamos adquirindo hábitos que previnem que a gente cometa erros. Hoje, enquanto trabalhava, percebi que fiz várias bobagens numa mesma ilustração. Será que era porque eu estava ouvindo música e os neurônios estavam distraídos? Rindo de mim mesma, pensei: por que não contar no meu blog essa experiência?
Quando eu
comecei a trabalhar como ilustradora, lembro que fiz três vezes a mesma
ilustração porque estava sempre borrando no mesmo lugar. Era um pedaço que eu
havia determinado que deveria ficar em branco. Hoje, aprendi que isso acontece
muito e já tenho algumas técnicas para consertar o que não saiu conforme o
esperado. A arte é mesmo messy, ou seja, bagunçada. Por mais que eu
tente me manter organizada, e isso é algo que tento sempre fazer, pois já
percebi que meu trabalho flui bem melhor, ainda assim, quando estou trabalhando
num livro e com prazos muito apertados, faço uma bagunça. Confesso que acabo
arrumando mesmo só depois que termino tudo. É tinta fora do lugar, pincéis que
mais uso fora do potinho deles, pincel prendendo o cabelo, tesourinha perdida,
cola, bandejinhas e pratinhos com tinta, lápis de cor na caixa errada, recortes
de tecido e linhas espalhadas, sem falar no meu celular, que fica perdido no
meio de tudo isso.
Olha como fica, só não conte pra ninguém. Rsrs.
Meu paninho de limpar pincel já viu dias melhores.
O fato é que, por mais que a gente cuide, ainda assim pequenos acidentes acontecem. Mas como para errar basta estar vivo, graças dou por isso. Só hoje, na ilustração que eu estava fazendo, cometi vários deles:
. Coloquei a ilustração para o lado e esqueci que
tinha uma bandeja com cola. Nem preciso dizer que ficou cola no verso da
ilustração. 😀 Ainda bem que limpei rapidinho e coloquei um papel por baixo para não
grudar em nada caso o que restou de cola ainda estivesse úmido.
. Quando estava acentuando o brilho e a sombra da
personagem (luz vindo da esquerda), percebi que nos outros objetos eu tinha
feito a luz vindo da direita… 😲 As luzes e sombras não são algo que
seja regra numa ilustração, e muitos ilustradores não se preocupam com isso,
mas mesmo assim arrumei.
. Ao levar o pincel para o meu baldinho com água, deixei
pingar algumas gotas no desenho… 😶 Limpei os pingos delicadamente com um pincel úmido e absorvi a tinta com
um paninho. Uma das vantagens – e desvantagens – do acrílico é que, uma vez
seco, não sai mais com água, por isso não estragou o que já estava pronto.
. Para finalizar, ao pintar o rosto da personagem, apoiei a mão em cima da tinta fresca e borrei um pedacinho. 😄 Quanto ao que borrei, consegui limpar porque a tinta ainda estava úmida. Às vezes eu até uso um pedaço de papel para cobrir parte da ilustração para apoiar a mão enquanto estou pintando. Mesmo depois de acabada, como uso lápis para dar acabamento, apoiar a mão pode deixar tudo borrado.
No caso da ilustração que fiz três vezes há alguns anos, hoje percebo que poderia ter feito algo diferente na parte branca. Ter pintado de branco por cima (apesar de não dar o mesmo efeito que eu queria) poderia ter resolvido. Embora seja um recurso que não utilizo muito, atualmente tenho bem mais experiência com programas de computador que podem consertar pequenos detalhes depois da ilustração digitalizada.
Há alguns anos fiz um curso em Sármede, e o professor sugeria sujar o papel para iniciar o desenho. Derramar algumas gotas de tinta era suficiente. Se fosse de tinta vermelha, melhor ainda. Acho que vermelho era a cor preferida dele. Segundo ele, isso tira o medo que o papel em branco dá e desbloqueia a criatividade.
De fato,
isso dá mais liberdade e menos medo de errar, afinal o papel já está manchado
mesmo. E, com acrílico, dá pra cobrir as partes que fizemos e não gostamos
depois que as manchas estiverem secas. Ou usar os borrões iniciais para formar
figuras na ilustração. Como geralmente começo fazendo o fundo da ilustração,
não costumo utilizar essa técnica, mas pode ser muito útil se ‘der um branco’
na hora de criar uma ilustração.
E você,
já fez alguma coisa que não queria na sua ilustração? Ou teve um pequeno
acidente como eu? Conseguiu resolver? Conte pra
mim nos comentários! 😘
Na semana passada eu falei sobre o meu processo de trabalho e os rafes. Ao escrever aquela postagem, percebi que tinha modificado uma ilustração e nem lembrava. Olha só que interessante.
Quando a autora entrou em contato comigo em 2012 para ilustrar seu livro, eu já me pus ao trabalho e fiz uma rafe da primeira ilustração do livro.
Veja que na rafe da mamãe pegando o bebê, eu fiz o bebê de costas. No início pensei em fazê-lo chorando virado para o leitor, ou então em pé no berço, entre tantas outras opções.
Porém, ao trabalhar na ilustração, acabei modificando e finalizando a mesma um pouco diferente. Embora seja raro, isso às vezes acontece. 😀
A autora e eu pretendíamos apresentar o projeto a um concurso internacional, e eu deveria fazer uma ilustração completa para anexar ao texto. Ela iria providenciar toda a documentação, montar o projeto e se responsabilizar pelo envio.
Enquanto eu estava trabalhando nessa ilustração, infelizmente a autora teve alguns problemas particulares, e por isso acabamos não enviando nem o texto e nem a ilustração ao concurso.
Demos um tempo no trabalho e acabamos retomando somente muito tempo depois. Quando eu fui ver a ilustração que havia feito antes, achei que eu poderia fazer melhor (afinal a gente está sempre tentando melhorar a cada dia) 😀 e decidi refazê-la. Veja abaixo como ficou.
Esse projeto acabou tomando outros rumos e o livro ‘Cheiros’ foi lançado no ano de 2017, pela Editora Insight.
Achei super legal ter encontrado essa ilustração antiga e perceber que, só porque algo não foi finalizado naquele momento, ainda assim pôde ser retomado muito tempo depois e resultou num livro tão especial como o ‘Cheiros’!
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