10 erros que todo iniciante em ilustração comete (e como evitar cada um deles)

ree

Quando a gente começa a desenhar, é fácil achar que o problema está em “não ter talento”. Na verdade, essa ideia já está até enraizada na gente.

Mas, na verdade, o que atrapalha são alguns hábitos e o que a gente hoje em dia chama de crenças limitantes, que quase todo iniciante carrega.

Eu mesma já passei por todos eles — e é preciso, além de agir, mudar um pouco nossa mentalidade.

Aqui estão os 10 erros mais comuns que vejo:

1. Comparar o próprio traço com artistas experientes

Eu sei. A gente vê eles fazendo tudo LINDO e dá até um desânimo, né? A gente pensa: nunca vou chegar nesse nível. Mas esquece que eles tem anos de experiência.

Você sabia que, só de ilustrações publicadas, eu já fiz mais de 1000? Isso, fora as que ainda não foram publicadas, painéis, ilustrações avulsas, etc…

Temos que entender que é até injusto – consigo mesmo(a) – se comparar com quem desenha há anos.

E como eu já falei uma vez num outro artigo, tente se comparar com você mesmo(a) de três, seis meses ou até 1 anos atrás. Esse é o progresso que realmente importa.

Pegue uns desenhos do ano passado e coloque lado a lado e compare com os de hoje. Não estão muito melhores? 

Eu vejo, hoje, ilustrações que fiz quando comecei, em livros publicados, e penso: que vontade de refazer. Rsrs…. Mas faz parte de minha história: eu tive que ‘engatinhar’ antes de começar a andar.

2. Querer estilo próprio antes de dominar o básico

Todo mundo sonha em ter “um traço único”. Eu até dou aulas sobre estilo no meu curso Método INGRID.  Mas… estilo é consequência de prática, não ponto de partida. 

Eu costumo dizer que não é você que encontra seu estilo: é ele que te encontra à medida que você vai desenhando e praticando.

Primeiro aprenda fundamentos — formas, proporções, luz, sombra.  Seu estilo, provavelmente, vai nascer daí.

3. Ignorar proporções e formas simples

Eu sempre digo que não é preciso desenhar perfeitamente, com anatomia e perspectiva impecáveis. Mas, é verdade que, ter uma base ajuda muito. 

Uma ilustração não precisa, sobretudo na área de literatura infantil, ser perfeita.

O imperfeito também é bonito, mas mesmo assim, pratique muito, faça e refaça suas ilustrações, tentando melhorar o primeiro esboço. 

Acredite: eu faço isso até hoje (dá uma olhada na imagem do esquilo).

4. Não estudar luz e sombra

Luz e sombra também não precisam ser perfeitos. Algo imperfeito pode até se tornar divertido, como uma sombra diferente do objeto para enfatizar algo. 

Mas, sem luz e sombra, o desenho pode ficar muito “chapado”, sem volume.

E é um fato que, num mundo em 3 dimensões, luz e sombra dão um toque especial a qualquer ilustração. 

Experimente iluminar um objeto e desenhar as partes claras e escuras. É simples, mas muda bastante.

5. Exagerar nos detalhes cedo demais

Já vi muitos alunos se perderem em texturas e cores sem antes acertar a composição. Primeiro, pense no conjunto. Depois vá refinando os detalhes. 

Veja se o todo fica legal antes de começar a desenhar cada fio de cabelo. Às vezes, eu viro a página e vejo de cabeça para baixo, pois ajuda muuuuito a perceber se algo não está legal. 

E é nessa hora que eu aproveito para refinar o que não está bom. 

6. Medo de errar o traço

Esse medo deixa o desenho duro, sem vida. Solte a mão. Permita-se rabiscar, errar, apagar, tentar de novo. O erro faz parte do aprendizado. 

Eu costumo usar papel vegetal para esboçar e depois repasso numa outra folha quando cheguei ao que queria. Isso faz com que você não tenha medo do papel em branco e seu traço fica leve.

Você pode usar papel vegetal ou uma mesa de luz (a minha é uma luminária plana), como essas daqui: https://amzn.to/481dlBI

7. Não observar referências reais

Quando desenhamos só “da cabeça”, caímos sempre nos mesmos formatos.

Infelizmente, a gente acha que sabe exatamente como é um objeto, mas quando vai ver, aquele objeto pode ser de vários formatos. 

Olhe para o mundo real.  Observe pessoas, objetos, animais… e depois transforme isso em ilustração. Você vai ver que tem muitas variedades de uma só coisa e isso vai transformar seu trabalho de ilustração. 

8. Pular a etapa do rafe/esboço

Começar direto no “final” é receita para frustração. Faça rascunhos soltos, experimente, brinque com possibilidades.

Faça thumbnails, experimente composições… O rascunho é um “laboratório”, não perda de tempo.

9. Usar materiais ruins ou inadequados

Você não precisa ter os materiais mais caros. Mas também não precisa desenhar com caneta num caderno pautado da sua infância. Acredite: já recebi ilustrações no Instagram que eram feitas assim e com papéis até rasgados. 

Lápis que não desliza, papel que rasga, tinta de má qualidade…tudo isso atrapalha. Não precisa ser o material mais caro, mas escolha ferramentas mínimas de qualidade para não se frustrar.

Às vezes, não queremos gastar num bom lápis, mas a diferença entre você ficar satisfeito com seu trabalho, ou não, pode estar na qualidade do material. E esses materiais nem sempre são mais caros do que aquele cafezinho, tomado todo dia, por um mês inteiro.

Há efeitos que eu faço, nas minhas ilustrações, que nem todas as marcas de tinta permitem. Algumas são muito líquidas, ou muito ‘plásticas’, não deixando passar o lápis por cima. Podem até ser mais caras, mas duram anos.

10. Desistir rápido demais

 Muita gente para porque acredita que “não nasceu com talento”.  Mas desenhar não é dom — é prática, treino e curiosidade. Se você continuar, vai evoluir. Não tem como não se desenvolver.

A prática não leva à perfeição, mas leva ao aperfeiçoamento. Algumas pessoas vão pegar rápido, e outras vão demorar mais. Mas com prática, aprendizado e constância, a gente chega lá.

Conclusão

No fim, todos esses erros têm um fundo em comum: a pressa. Pressa de ter estilo, pressa de ver resultado, pressa de parecer profissional.

Eu sei: eu também não gosto de esperar. Quem gosta, né?

Mas aí tem o problema: a gente não quer esperar, mas ficamos procrastinado para começar. 

Não percebemos que, se todo dia fizermos um pouquinho, o tempo passa tão rápido que, quando a gente vê, já conseguiu chegar ao objetivo.

E o pior: a vida passa e perdemos tempo só fazendo o que é urgente e não trabalhamos no que nos dá propósito.

Na sua jornada de ilustração, cada esboço vira um passo importante.

A sacada é: prática sem aprendizado vira repetição “cega”.

Aprendizado sem prática fica só na teoria.

E os dois, sem constância com propósito, se perdem no tempo.

Se quiser começar com algo pequeno, experimente o meu Curso Online de Desenho de Personagens. Tenho certeza de que vai gostar. Olha só o que a Maria e a Cris falaram:

ree
ree

Clique abaixo para se inscrever:

https://www.atelieilustre.com.br/workshopdesenho

Não apenas páginas impressas…

Um livro não são apenas páginas impressas. Um livro é um sonho realizado, de quem deseja contar sua história, seja por texto seja por ilustração, e que deseja deixar um legado no mundo.

Abaixo, vemos o DÉCIMO livro da Vivência do Ilustrador, sendo impresso. Mais um sonho realizado e concretizado num livro físico, em papel, para ser folheado e apreciado pelos pequenos leitores. 🙂

O Impacto da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL no Mercado de Ilustração – Minha opinião

ree

Dias atrás, recebi uma mensagem de uma ilustradora iniciante me perguntando sobre qual será o impacto da IA no mercado de ilustração.

Minha opinião: já impactou, e muito. Veja: em 2023, já chegou ‘causando’, sendo finalista do Prêmio Jabuti na categoria ilustração. Foi desclassificada, e isso gerou bastante polêmica.

Mas fica aqui comigo que tenho algumas considerações a respeito do assunto.

Com relação à IA, não somente o futuro é incerto, pois já impactou e continua a impactar. É o nosso novo concorrente. Há pesquisas relatando perda de trabalho para ilustradores, escritores, tradutores, copywriters e também há pesquisas dizendo que há um ‘cansaço’ das imagens produzidas pela IA. 

Mas o fato é que, a princípio, foi uma febre, todo mundo empolgado. 

Eu até ouvi de um cliente:: 

— ‘Olha que lindo esse trabalho feito com IA’. 

E eu, que não sou ‘boba nem nada’, já entendi nas entrelinhas: 

— ‘Ficou muito melhor que o seu – e ainda é de GRAÇA’. 

Claro que fiquei bem preocupada: o que será de minha carreira? E todo o esforço que fiz para realizar meu sonho? E todos os cursos e investimentos em materiais? E o tempo, será que foi tudo perdido? O que será de mim agora?

Mas… aos poucos fui percebendo que a empolgação com imagens geradas por IA começou a diminuir. Eu comecei a ouvir: 

— “Ui! É feito com IA.”

— “Olha que feio! Tem 6 dedos!”

— “Tudo igual…”

Até aquele cliente, que tinha ficado empolgado com a IA logo que começou a moda, me disse na semana passada: 

— “Viu aquele trabalho X da empresa Y? Foi feito com IA” – disse ele, com cara de ‘nojinho’. 

Obviamente, fiquei super feliz em ver que ele já tinha enjoado do estilo. Pela expressão dele, parecia que estava mais estava ‘enojado’ do que ‘enjoado’. 

Essa interação, entre outras, me fez perceber algo:

Mesmo os que estavam empolgados – ou até mesmo fascinados – com a geração de imagens de IA, começaram a ficar cansados de ver essas mesmas imagens.

Sabe o que me deixa intrigada? É curioso como, mesmo essas imagens, geradas pela IA, tendo vários estilos, as pessoas percebem uma falta de ‘profundidade’ na imagem. 

Ou seria, falta de ‘humanidade’?

Não sei mas acredito que isso possa ser estudado. Muita gente diz que falta ‘alma’ no trabalho. 

Mas… tem acontecido ainda outro fenômeno: muita gente começou a me procurar no Instagram, no privado, pedindo para eu ilustrar para eles, pois eles querem uma ilustração feita por mãos humanas. E não só isso: querem algo original, que eu chamaria de “autoral”. 

O que percebi é que a ilustração tradicional, que é a que faço – com tinta e lápis de cor – está sendo mais valorizada.

E isso não é algo que somente eu estou observando, com os pedidos que recebo, mas também é uma discussão que está acontecendo internacionalmente, como li recentemente na plataforma Reddit.

Voltando um pouco no tempo, quando surgiu a ilustração digital, a qualidade das primeiras eram realmente bem sofríveis. Mas, de uns anos para cá, a ilustração digital alcançou níveis de qualidade excepcional, e isso acabou fazendo com que a procura por ilustração feita com tinta, lápis de cor e aquarela diminuísse. E é um fato que fazer com tinta e lápis de cor demora mais. Além disso, a ilustração digital é mais fácil de ser alterada, o que faz com que muitos clientes prefiram, além de outros fatores de estilo e gosto.

Mas agora, com a chegada da IA, está acontecendo um retorno ao tradicional, às texturas, ao imprevisto da aquarela, às ‘entrelinhas’ que só um humano consegue inserir nas suas ilustrações. 

O que é feito por mãos humanas, que é perceptível sob o que é ilustrado ou escrito, aparentemente, a máquina não conseguiu ainda replicar. 

Entretanto, devemos reconhecer que a IA faz, de fato, imagens espetaculares e, para quem busca algo que somente retrate o que é dito, ela pode ser a solução. 

Mas quem busca algo além, um toque de humor, um ‘easter egg’, uma referência sutil, uma narrativa secundária, um ‘trocadilho visual’, e algo autoral, original, creio que vai continuar querendo ilustrações feitas por pessoas.

A IA veio para ficar, e já há leis sendo feitas para proteger o que é feito por mãos humanas, tanto nos EUA, na Inglaterra e na Dinamarca. Quando estive na Feira de Bologna, no ano passado, o tema do discurso de abertura foi a necessidade de uma lei de direitos autorais para proteger escritores e ilustradores em relação à IA.

E creio que isso seja muito necessário, porque não sabemos como a IA faz para produzir suas imagens.

Afinal, de onde ela tira as referências para produzir? Com certeza, de imagens produzidas por seres humanos, espalhadas pela internet. Já ouvi dizer que até mesmo imagens protegidas por direitos autorais tem sido usadas para treinar IAs. 

A IA é algo admirável, mas outras invenções menos impressionantes também impactaram outras profissões na história do mundo:

  • Quando surgiu a fotografia, com certeza todos os artistas pensaram: acabou a minha profissão. Entretanto, o mercado de materiais artísticos mostra que esse atividade só cresceu. E está estimado em 25 bilhões de dólares para 2025, segundo o site Fortune Business Insights.
  • Quando surgiu o pão industrial, mais barato, houve uma diminuição das padarias artesanais. Porém, atualmente, qual é o mais valorizado? 
  • O café também – olha a febre do café especial, premiado, que é produzido de modo quase artesanal. O café de “garrafa térmica”, é claro, persiste, mas quem pode escolher, quer um café de alta pontuação. E está disposto a pagar mais por isso.

Eu confesso: sou consumidora ávida de café especial e também do pão artesanal. 😉

Além disso, quem não quer algo especial para si próprio? Um queijo artesanal, um sorvete artesanal, um chocolate bean-to-bar, uma roupa sob medida, feita por um alfaiate…

Certamente alguém vai me dizer: mas a Inteligência Artificial tem muitas vantagens em relação aos ilustradores: velocidade – não tem como competir – além do custo, que é bem baixo. 

Claro que é mais barata, afinal, IA não tem boletos para pagar, né? Trabalha praticamente de graça, não tira férias nem dorme.

Mas temos que considerar que, de fato, não ‘cria’ nada e pode até ferir direitos autorais, pois é treinada com o que os humanos já fizeram ou tem feito. 

Se fosse um ser humano, provavelmente sofreria uma ação por plágio. Mas, do modo como está, quem seria o responsável?

Enfim, embora a crença seja que os ilustradores sejam praticamente ‘desenhistas’, o fato é que  ilustradores não são ‘meros executores de imagens’. 

O ilustrador é um ‘contador de histórias’, e o faz ‘visualmente’. 

Ele conta experiências vividas por seres humanos, transmite mensagens, ensina, emociona, faz rir e conecta, pois o ser humano se conecta e empatiza com pessoas. 

São as pessoas que vivem as histórias, e são pessoas – seres humanos – os protagonistas dessas histórias.

E o que acho – minha opinião – que vai acontecer com os ilustradores?

  1. Aqueles que produzem ilustrações para bancos de imagem podem sofrer mais com a chegada da IA. Isso porque são imagens mais genéricas, e que vários estilos podem ser utilizados. Se um cliente pede uma imagem de uma criança, por exemplo, sem contexto, várias ilustrações dos bancos de imagens, ou geradas por IA, podem satisfazer esse necessidade. Na verdade, os bancos de imagens já estão com uma boa porcentagem de imagens feitas por IA. 
  1. Ilustradores que fazem imagens hiperrealistas. Artistas excepcionais, super talentosos, podem sofrer com a chegada da IA, já que esse é um tipo de ilustração mais fáci de ser copiado pela própria. 
  1. Ilustradores que fazem imagens sem um estilo próprio, autêntico ou original, sem narrativa, contexto, podem, sim, perder espaço para a IA. Na verdade, provavelmente já perderam clientes, infelizmente.
  1. Ilustradores digitais e tradicionais, que tem um trabalho com estilo, com qualidade, que criam soluções para seus clientes, provavelmente serão mais valorizados, e terão mais demanda.
  1. Ilustradores com técnicas tradicionais, de qualidade artística, estilo próprio e autoral, com storytelling, texturas, e até mesmo imperfeições, mas que também dominam a parte técnica e comercial da profissão, provavelmente terão maior demanda do seu trabalho. 
  1. E, por último, mas não menos relevante, também tem a questão de gosto: alguns gostam de um estilo, e outros de outro. Então, acho que haverá mercado para vários estilos, entre eles, os estilos que a IA não conseguir copiar tão bem. 

Respondendo à pergunta da ilustradora que entrou em contato comigo: eu acho que, infelizmente, parte dos ilustradores que existem serão substituídos pela IA. 

Mas aqueles que buscarem se desenvolver, tiverem um estilo próprio, identificável, contarem histórias visualmente que suscitem emoções, reflexão e empatia por parte dos leitores, esses vão permanecer, e serão ainda mais valorizados.

O que é preciso buscar: não ser igual a todo mundo, se destacar, se aprimorar, aprender as nuances do mercado – seja a parte artística, editorial, bem como comercial –  e focar naquilo que você tem de único, que é a autenticidade, a empatia e a interpretação subjetiva de uma experiência humana, que uma máquina não consegue entender.

E você, o que acha?

Uma ilustrada semana!

Esboço/rafe desde o início

Nesse vídeo, eu mostro um esboço, desde o início. Eu usei lápis F para iniciar, pois queria algo mais suave. Geralmente, eu uso o lápis 3H, mas achei que não iria aparecer na câmera.

Depois, usei um lápis 2B para fazer os detalhes e deixar as linhas mais visíveis. Após filmar o esboço, decidi adicionar mais um personagem à cena, mas como não filmei, só coloquei a foto no final.

Esse esboço faz parte do livro que estou ilustrando agora e que será publicado, provavelmente, no ano que vem.

CURSO DE ILUSTRAÇÃO DE LIVROS INFANTIS – Método INGRID

Nos meus cursos de ilustração, eu ensino desde como desenhar, tanto personagens como cenários, técnicas com lápis de cor, aquarela, tinta acrílica, composição e enquadramento, narrativa visual, portfólio, como definir seu estilo, gestão do livro ilustrado (storyboard, boneca do livro, thumbnails, etc), mercado editorial, como eu consigo clientes, como monetizar suas ilustrações, etc.. Você pode assistir no seu ritmo. As aulas são online, todas já gravadas, e você assiste no seu tempo e onde desejar. Ao se inscrever, o acesso é imediato e você recebe o login em seu email.

Saiba mais: www.ingridosternack.com.br/comeceaqui

1. Curso Ateliê Ilustre – Aprenda a ilustrar (desenho, materiais, técnicas, portfólio, narrativa e composição) – https://hotmart.com/pt-br/marketplace

2. Curso Be Ilustre – para quem já ilustra e quer aprender sobre mercado editorial – https://hotmart.com/pt-br/marketplace

3. Método INGRID – Formação com certificação – https://www.atelieilustre.com.br/ 

4. Passo a passo do Portfólio Perfeito – https://hotmart.com/pt-br/marketplace

5. Quem sou eu – https://www.ingridosternack.com.br

#curso de ilustração #curso de ilustração online #ingridosternack #lapis de cor

Lápis de cor – Como dar uma aparência PROFISSIONAL na sua técnica

Nos livros coletivos de alunos, eu notei que sempre havia ilustrações em lápis de cor, e fiz alguns comentários para os alunos, no particular.

Mas agora queria compartilhar esse vídeo que fiz, para mostrar como fazer e como não fazer, para que o trabalho com lápis de cor fique com uma aparência mais profissional.

Além das dicas que tem aqui, também tem várias aulas sobre lápis de cor no curso, com outras dicas e orientações.

Eu recebo muitas ilustrações para analisar, e algo que sempre noto é que o uso do lápis de cor poderia ser mais suave e mais homogêneo. Nesse vídeo, vou mostrar como eu uso o lápis de cor, dando algumas dicas.

No meu curso de ilustração, eu ensino outras técnicas com lápis de cor, aquarela, tinta acrílica, e você pode assistir no seu ritmo. As aulas são online, todas já gravadas, e você assiste no seu tempo e onde desejar.

Ao se inscrever, o acesso é imediato e você recebe o login em seu email.

Saiba mais: www.ingridosternack.com.br/comeceaqui

1. Curso Ateliê Ilustre – Aprenda a ilustrar (desenho, materiais, técnicas, portfólio, narrativa e composição) – https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/atelie-ilustre-vivencia-ilustracao-em-ebook-felizes-para-sempre/I55205662F

2. Curso Be Ilustre – para quem já ilustra e quer aprender sobre mercado editorial – https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/be-ilustre/J51503510T

3. Método INGRID – Formação com certificação – https://www.atelieilustre.com.br/

4. Passo a passo do Portfólio Perfeito – https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/portfolio-em-14-dias-ilustracao-de-livros-infantis/H97990888U

5. Quem sou eu – https://www.ingridosternack.com.br

Uma ilustrada semana!

#curso de ilustração #curso de ilustração online #ingridosternack #lapis de cor

Talento para desenhar: isso existe mesmo?

Essa questão aparece com frequência nas mensagens que recebo. Muita gente, antes mesmo de tentar aprender, já desanima achando que “não nasceu com o dom”. Outros escrevem nos comentários: para ser ilustrador, só é preciso talento.

Eu confesso: eu não acredito nisso. E sabe por quê?

Porque eu não desenhava bem, nem demonstrava nenhuma habilidade especial. É só olhar meus desenhos da infância ou até da adolescência…

Ao longo dos anos, convivendo com centenas de alunos e colegas ilustradores, percebi uma coisa: o que muitas pessoas chamam de talento, na verdade, tem muito mais a ver com interesse, prática e consistência do que com algo que “se tem ou não se tem”.

O que é talento, afinal?

Talento costuma ser entendido como uma facilidade natural ou até mesmo uma aptidão para aprender ou fazer algo. De fato, há pessoas que têm mais facilidade com coordenação motora, percepção espacial, ou que desde pequenas observam o mundo com mais atenção. Mas, sem desenvolver essa aptidão, não há aprimoramento.

Eu também já fui professora de educação infantil, e estudando sobre o desenho da criança, praticamente 100% deles desenham do mesmo jeito e passam pelos mesmos estágios do desenho. 

Há vários livros que falam sobre isso, entre eles, O Desenho Infantil, de Georges Henri Luquet, um clássico na área. No livro, Georges fala que toda criança passa por fases previsíveis no desenho. Ora, se é assim, onde estão as crianças que já ‘nascem desenhando’?

E não é só nesse livro. Tem muitos outros estudos que dizem que todas as crianças, independentemente de cultura ou educação, passam por essas fases em uma ordem semelhante. Não é incrível?

Mas então, como explicar o fato de que alguns desenham melhor que outros?

Na minha opinão, a diferença é o interesse, a prática constante e o desejo de melhorar a cada dia. Quem gosta de desenhar quer vencer o desafio de fazer algo melhor a cada dia.

Note que, quem desenha ou tem interesse, está sempre observando como foi feito um desenho. Veja nos museus: as pessoas chegam mais perto para tentar entender como o artista fez alguma coisa que gerou interesse.

Isso acontece comigo também. Quando eu vejo algo novo, já penso em como incorporar isso no meu trabalho. Um novo jeito de fazer uma sombra, uma nova paleta de cores… E nem sempre é fácil. Mas assim como acontece comigo, vejo que acontece com muitos artistas: sempre estão querendo fazer algo diferente que melhore o seu desenho. É divertido – e ao mesmo tempo frustrante – tentar fazer algo novo artisticamente. Vivemos num mundo onde um inspira o outro.

De fato, até meus alunos me contam que, depois que começaram o meu curso, ficam olhando as formas, cores e texturas de tudo.

Começar a desenhar muda o olhar, e faz com que a gente tenha mais interesse. E isso, consequentemente, aliado ao interesse em se aprimorar, faz com que uma pessoa se desenvolva.

E não é só no desenho: isso acontece na música e nos esportes também.

No filme, Um sonho possível, com a Sandra Bullock, ela acolhe um menino que nunca jogou futebol americano e já é um adolescente de 16 anos. Ele não ‘nasceu com a bola no pé’, nem teve contato com o esporte na infância. Mas a família vê que ele tem o tipo físico para uma certa posição no futebol e eles o fazem treinar o esporte.

O filme mostra que ele não sabia nada de futebol americano, mas eles não deixam ele desistir. E ele treina tanto que fica bom no que faz e até inicia sua carreira profissional na NFL – Liga Nacional de Futebol Americano.

Dizem que até Elvis Presley foi rejeitado como cantor. Segundo o site Vida e Memória, que fala sobre a vida de várias celebridades, antes da fama, Elvis tentou entrar em uma banda profissional e foi rejeitado. O líder da banda disse que “era melhor continuar dirigindo caminhões, porque nunca conseguiria ser cantor”. Mesmo assim, Elvis não desistiu e se tornou um sucesso.

Desenho se aprende

Portanto, eu acredito que desenhar é uma habilidade técnica que pode ser aprendida. O olhar pode ser treinado. A mão pode ser educada. A criatividade pode ser estimulada. É como aprender a tocar um instrumento ou falar uma nova língua: leva tempo, exige esforço, mas é totalmente possível.

Sabe o que conta de verdade? O quanto uma pessoa ama o desenho. Porque se amamos uma coisa, a gente acha tempo para se dedicar a ela. E nem precisa ser muito tempo no dia. Só um pouco, durante a semana, já faz milagres.

Quem desenha bem hoje, na maioria dos casos, já desenhou muito mal antes. A diferença está em quem não desistiu no começo, praticou mesmo sem ver grandes avanços, e manteve o amor pelo processo. Ou seja, não é uma questão de talento, é uma questão de caminho percorrido.

Eu já assisti aulas de desenho em que o professor disse: todo mundo que desenha bem, desenha mal também. Só que os desenhos ruins, eles não mostram. 😅

Quando a gente acredita que só pessoas “dotadas” conseguem desenhar, isso vira um bloqueio. É um pensamento que paralisa a gente e não nos deixam nem experimentar.

Não estudamos, não aprendemos, não melhoramos, nem evoluimos em nosso desenho. Na verdade, é o medo do julgamento e da crítica que impede a gente de começar.

Você é ÚNICO e não precisa desenhar como ninguém além de você mesmo

Sabe o que é mais legal em ilustração — especialmente nos livros infantis — é que há espaço para muitos estilos. O traço naif, o mais elaborado, o minimalista, o ‘caprichado’… todos podem emocionar, encantar e contar histórias. Porque o que conta muito, em ilustração, é a sua capacidade de contar uma história e encantar o seu leitor.

Prática constante x talento escondido

Eu conheço pessoas que desenhavam bem quando criança e hoje não desenham mais nada.  E outras que começaram com dificuldades, mas praticaram com foco e determinação e hoje ilustram lindamente. A diferença está em estudar com método, se permitir errar e curtir o processo, não somente o resultado. 

Porque quando você desenha, e curte o que faz, aquilo não é mais um peso, e você dedica tempo para fazer cada detalhe bem feito.

Me diga: quem é que continua fazendo algo que só gera frustração? Se desenhar vira um fardo, a pessoa pára. Mas se o momento do desenho é leve, prazeroso ou até terapêutico, o hábito se mantém — e com ele vem a evolução do seu desenho, porque não tem como ficar pior se desenhar é algo que você faz quase todos os dias e tem prazer nisso.

Você também pode aprender — e surpreender

Se você sente vontade de ilustrar, essa vontade já é um sinal que o ‘bichinho’ da ilustração te pegou. Ele tá te chamando para um caminho criativo, cheio de descobertas. E você não precisa nascer com talento para começar. Precisa só ter vontade, curiosidade e dar um primeiro passo.

Se quiser começar com apoio e estrutura, te convido a conhecer meu curso de ilustração infantil — onde ensino do zero, com leveza, prática e propósito.

Quem começa, geralmente se surpreende com o quanto é capaz. Algumas alunas minhas dizem: eu não sabia nem desenhar boneco palito quando comecei. E até já publicaram sua ilustração. 

Concluindo, ilustrar não é um dom reservado a poucos e você também pode aprender. E você não precisa de permissão para começar — só de coragem.

Vamos lá realizar esse sonho?

Conheça meus cursos:

OFICINA DE DESENHO DE PERSONAGENS Oficina que dei ao vivo em março de 2025, onde desenhamos vários personagens do zero.

CURSO ATELIÊ ILUSTRE – Desenho, materiais, técnicas, composição, narrativa, passo a passo de ilustração para você fazer junto comigo, etc

CURSO BE ILUSTRE – Já desenha e ilustra, mas quer aprender sobre storyboard, thumbnails, como montar o livro, a parte técnica, comercial e editorias? Clientes, lista de editoras de livros infantis no Brasil, outras formas de publicar, marketing e divulgação.

MÉTODO INGRIDFormação completa (Ateliê Ilustre + Be Ilustre) – com certificado emitido pela Fex Educação, credenciada no MEC

WORKSHOP DE PINTURA – TÉCNICA EM ACRÍLICOFaça uma ilustração comigo – Workshop que dei, ao vivo, totalmente gravado para você seguir o passo a passo.