No sábado passado, dia 23 de março, aconteceu o lançamento do último livro que ilustrei: Curitiba de A a Z, de Alexandre Barros Neves, pela Editora Insight. Foi uma manhã maravilhosa, com muitas crianças, contação de histórias e muita gente nos prestigiando na Biblioteca Pública do Paraná.

Como estes últimos dias foram muito intensos, não tive como fazer minha habitual postagem de sexta. Sorry! Mas ainda essa semana vou contar mais sobre isso. Demos entrevista na Rádio Cultura, Educativa e CBN. Foi uma experiência emocionante. Na próxima sexta, dia 29, daremos uma entrevista à TV Transamérica, às 15:30h. Confesso que fico muito nervosa nessas ocasiões. 🙂

Nosso livro teve repercussão muito grande em Curitiba, e ficamos imensamente felizes. Já está à venda na loja oficial da cidade, “Curitiba Sua Linda” e também fiz alguns cartões postais para quem desejar, por exemplo, fazer quadrinhos com as ilustrações. Vários professores e escolas tem nos procurado porque desejam utilizar os textos em sala de aula.


É o meu 17o. livro infantil. Sou imensamente grata a Deus por essa oportunidade. 🙂

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Oficina de Ilustração

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Essa imagem foi de quando eu estava começando a ilustrar o livro Curitiba de A a Z, de Alexandre Barros Neves, publicado pela Editora Insight. O lançamento será no dia 23 de março, na Biblioteca Pública do Paraná, das 10h às 12h.

Foi um trabalho muito gratificante, pois foi muito gostoso aprender mais sobre a história da cidade e ilustrar pontos turísticos. Além disso, o autor fala sobre aspectos culturais dos próprios curitibanos e ‘brinca’ com alguns deles, como é o caso da estátua do Homem Nu e do Frio Curitibano.

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Curitiba de A a Z

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Técnicas de Ilustração: Tinta Acrílica

Quando analisamos o trabalho de vários artistas, podemos observar que, ainda que tenham escolhido o mesmo tema, cada um interpreta do seu próprio jeito.

Como já comentei aqui, durante a oficina que participei em Sármede, cidade da ilustração na Itália, cada ilustrador produziu uma ilustração completamente diferente, ainda que o tema fosse o mesmo para todos. É maravilhoso observar como cada ilustrador tem o seu próprio jeitinho de segurar o lápis e/ou pincel. Os traços e pinceladas de cada ilustrador são feitos de maneira diferente e cada artista tem a sua própria maneira de combinar técnicas para obter um resultado que lhe é único.

Nas minhas ilustrações, por exemplo, sempre faço uma combinação de várias técnicas. Isso, com o tempo, pode até vir a se tornar marca registrada do artista.

Também é muito interessante observar como cada artista tem sua preferência por uma técnica. Há aqueles que amam a aquarela e outros que preferem o acrílico. Há os que só trabalham com ilustração digital e outros que preferem os lápis de cor. Preferências à parte, o fato é que essa variedade de técnicas só vem a enriquecer o mundo da ilustração.

Desenho em grafite

Há muitas técnicas artísticas que podem ser utilizadas pelo ilustrador voltado à literatura infantil. Entre elas, posso citar os lápis de cor, lápis de cor aquareláveis, acrílico, aquarela, colagem, aerógrafo (esse substituído pelo computador por muitos artistas), grafite, carvão, colagem, gravura em geral (metal, madeira e linóleo), gouache, nanquim, recortes de papel, além ainda de técnicas menos convencionais, como tecido, bordado, massinha de modelar…

Como vocês já devem saber, o acrílico é a minha técnica preferida. É uma tinta muito versátil, que seca rapidamente e permite uma variedade grande de efeitos. Com muito água fica parecida com a aquarela e muito espessa permite maravilhosas texturas. À base d’água, o acrílico é relativamente fácil de corrigir numa ilustração. Porém, uma vez seco, fica bem difícil de limpar. Tenho várias roupas com marcas de tintas. Também estraga muito os pincéis se não forem bem lavados. O acrílico pode ser usado com pincéis de cerdas naturais e sintéticos. Eu utilizo ambos, cada tipo para dar um efeito diferente. A tinta acrílica pode ser utilizada sobre várias superfícies, como papel, papelão, plástico, metal, etc.

Algumas marcas de tinta são mais brilhantes, mas eu prefiro as mais foscas para minhas ilustrações. Como secam muito rápido, existem retardadores de secagem que podem ser usados. Como eu moro numa cidade não muito quente, embora de tempo úmido, não costumo utilizar o retardador. Pelo contrário, às vezes uso o secador de cabelos para agilizar o meu trabalho.

Dependendo do papel que se utiliza, o acrílico pode enfatizar a textura e dar um acabamento peculiar às ilustrações. Eu gosto de usar papéis de gramatura bem alta e com texturas.

Para misturar as tintas, não há segredo. A tinta acrílica se mistura de modo homogêneo rapidamente e, se necessário, basta acrescentar uns pinguinhos de água. Para isso, você pode usar um prato de porcelana, bandejas de isopor ou pratos descartáveis. Os pratinhos, embora não muito ecológicos, são muito práticos devido ao fato de não precisar ficar lavando o tempo todo e são muito utilizados por ilustradores.

Embora seja possível misturar a tinta acrílica com alguns tipos de pasta, gel, entre outros ‘auxiliares’, eu raramente os utilizo em ilustrações.

Houve um tempo em que se dizia que havia um jeito ‘certo’ de utilizar a tinta acrílica. Quando eu estudei Pintura na Accademia di Belle Arti di Venezia, havia professores que desprezavam a tinta acrílica em favor do óleo e outros que diziam que o acrílico tinha que ser dissolvido em muita água antes de ser utilizado. Atualmente acredita-se que o potencial do acrílico não tenha sido totalmente explorado.

Concluindo, aquilo que hoje parece errado, amanhã pode ter sido aceito como mais uma nova maneira de produzir arte.

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Técnicas de Ilustração – Acrílico

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Há algum tempo recebi uma mensagem me perguntando o que era “vinheta”.

Embora eu esteja falando aqui de vinheta como um ‘tipo’ de ilustração, na verdade a vinheta é considerada mais como um ‘tamanho’ de ilustração. Porém, acho que é o único ‘tamanho’ de ilustração que tem um ‘nome’. 🙂

Quando recebo um pedido de orçamento de uma editora, às vezes já vem escrito mais ou menos assim:

2 ilustrações duplas

7 ilustração página inteira

2 ilustrações de meia página

3 vinhetas

Por isso, no começo a gente fica mesmo em dúvida sobre o significado de ‘vinheta’.

Em cada área de atuação, vinheta tem um significado diferente. Na área de ilustração, a vinheta já foi conhecida somente como uma moldura-enfeite, geralmente de pequenas dimensões, com arabescos ou linhas decorativas, até mesmo linhas ‘floreadas’. O nome vinheta teria vindo de ‘pequena vinha’ (plantação de videiras). Por isso, seria uma ilustração com folhas relembrando a videira (planta da uva) . Atualmente, utilizam-se quaisquer elementos decorativos.

Veja um exemplo:

Porém, ultimamente também tem sido utilizada como definição de uma ilustração bem pequena, menor que ¼ da página. Às vezes o editor me fala: nessa página faz uma vinheta.

Veja um exemplo de uma vinheta que fiz para o livro Cheiros:

Portanto, depende muito do significado que o cliente dá para o nome ‘vinheta’ e vale a pena esclarecer com ele o que exatamente tem em mente.

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“Tipos” de Ilustração: Vinheta

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