Cada ilustrador utiliza o material que mais gosta para realizar suas ilustrações. Muitos utilizam vários e isso enriquece bastante o trabalho.

Escova, Giz, Cor, Atelier, Pintura, Colorido

Se o seu desejo é se tornar um ilustrador digital, é necessário adquirir o software ou fazer a assinatura para obter a ferramenta do seu trabalho. Há quem utilize o Illustrator, Photoshop, Corel, Procreate, etc… Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Nesse caso, talvez não precise do scanner, mas pode vir a ser útil para digitalizar esboços. Embora não seja essencial, uma mesa digitalizadora agiliza em muito o trabalho.

Sobre esses softwares, antigamente eram adquiridos e você podia usar o resto da vida (ou enquanto seu computador fosse compatível, rsrs). Atualmente, alguns deles cobram uma mensalidade, o que pode ser inviável para o ilustrador iniciante. Existem uma versão do Corel para estudante, mas tem algumas limitações. Porém, dependendo do que você faz, pode ser uma ‘mão na roda’. Há também a possibilidade de utilizar alguns desses softwares por um mês, para teste.

No caso de ilustrações feitas à mão, que eu vou chamar de artísticas, feitas através de ‘processo artesanal’ (até o momento foi a única maneira que consegui explicar às pessoas o meu processo), você precisará adquirir papel, tintas, pincéis, lápis para esboço, markers (se for o caso), lápis aquareláveis, pastéis, etc. Eu utilizo também tecidos, pequenos objetos e papéis coloridos.

O papel que eu utilizo como base tem a gramatura alta, pois do contrário ele fica ondulado e prejudica não só a aparência da ilustração, mas também dificulta na hora de digitalizar.

Eu gosto da tinta acrílica e as marcas que mais utilizo são Maimeri e Brera, Liquitex e Cryla. A minha preferida é a Maimeri Polycolor, que pode parecer cara no início, mas dura tanto tempo que compensa financeiramente.

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No entanto, existem marcas boas que são feitas na China, como a Lefranc & Bourgeois. Já usei muito a Pebeo, mas a que é vendida no Brasil parece ter menor quantidade de pigmento e não me permite dar efeitos e texturas que me agradam na ilustração.

Já usei muito as tintas brasileiras e são de qualidade. São mais brilhantes, o cheiro é um pouco mais forte e acho que se assemelham às tintas Pebeo na consistência. Um ponto a se considerar como uma enorme vantagem: são muito econômicas e perfeitas para quem está começando.

Gosto de pincéis chatos e retos, mas uso os de ponta de redonda para acabamentos. Tenho pincéis com cerdas dos mais variados tipos, e utilizo dependendo do efeito que desejo dar.

Os lápis de cor que utilizo são geralmente aquareláveis, mas o importante para mim é que apareçam sobre a tinta acrílica. A não ser que faça ilustrações totalmente com lápis de cor, você não precisa investir numa caixa enorme. Uso de diversas marcas e você pode comprar as cores que mais utiliza, individualmente.

Geralmente, os materiais que utilizo duram bastante tempo. Os pincéis que mais uso são da Condor, porque gosto do efeito que permitem. São também mais em conta do que os importados, e comparando com alguns, são de melhor qualidade. Comprei alguns pincéis importados que soltaram as cerdas, e outros que a tinta do cabo soltou toda, permitindo que a madeira absorvesse a água. Isso faz com que fiquem mais frágeis e quebrem mais facilmente.

Enfim, o importante mesmo é que você encontre um material que lhe possibilite chegar ao resultado que deseja. Vemos artistas que fazem obras lindíssimas com areia, terra e até lixo. Portanto, sugiro que experimente aquilo que lhe dá mais prazer em usar e que lhe proporcione um bom resultado.

Se desejar saber mais alguma coisa sobre os materiais que utilizo, entre em contato. 🙂

O artigo acima faz parte do meu E-book “Primeiros Passos do Ilustrador Profissional”. Clique aqui para baixá-lo.

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