
Essa semana estou trabalhando em um novo projeto, com lápis de cor. 🙂

Essa semana estou trabalhando em um novo projeto, com lápis de cor. 🙂
Pequeno making of da ilustração da Ópera de Arame, em Curitiba, para o livro “Curitiba de A a Z”, de Alexandre Barros Neves, Editora Insight.
O livro “Curitiba de A a Z” é um livro voltado a crianças, que fala de modo leve e divertido sobre a cidade de Curitiba, suas características e pontos turísticos.
Cada ilustrador utiliza o material que mais gosta para realizar suas ilustrações. Muitos utilizam vários e isso enriquece bastante o trabalho.

Se o seu desejo é se tornar um ilustrador digital, é necessário adquirir o software ou fazer a assinatura para obter a ferramenta do seu trabalho. Há quem utilize o Illustrator, Photoshop, Corel, Procreate, etc… Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Nesse caso, talvez não precise do scanner, mas pode vir a ser útil para digitalizar esboços. Embora não seja essencial, uma mesa digitalizadora agiliza em muito o trabalho.
Sobre esses softwares, antigamente eram adquiridos e você podia usar o resto da vida (ou enquanto seu computador fosse compatível, rsrs). Atualmente, alguns deles cobram uma mensalidade, o que pode ser inviável para o ilustrador iniciante. Existem uma versão do Corel para estudante, mas tem algumas limitações. Porém, dependendo do que você faz, pode ser uma ‘mão na roda’. Há também a possibilidade de utilizar alguns desses softwares por um mês, para teste.
No caso de ilustrações feitas à mão, que eu vou chamar de artísticas, feitas através de ‘processo artesanal’ (até o momento foi a única maneira que consegui explicar às pessoas o meu processo), você precisará adquirir papel, tintas, pincéis, lápis para esboço, markers (se for o caso), lápis aquareláveis, pastéis, etc. Eu utilizo também tecidos, pequenos objetos e papéis coloridos.
O papel que eu utilizo como base tem a gramatura alta, pois do contrário ele fica ondulado e prejudica não só a aparência da ilustração, mas também dificulta na hora de digitalizar.
Eu gosto da tinta acrílica e as marcas que mais utilizo são Maimeri e Brera, Liquitex e Cryla. A minha preferida é a Maimeri Polycolor, que pode parecer cara no início, mas dura tanto tempo que compensa financeiramente.

No entanto, existem marcas boas que são feitas na China, como a Lefranc & Bourgeois. Já usei muito a Pebeo, mas a que é vendida no Brasil parece ter menor quantidade de pigmento e não me permite dar efeitos e texturas que me agradam na ilustração.
Já usei muito as tintas brasileiras e são de qualidade. São mais brilhantes, o cheiro é um pouco mais forte e acho que se assemelham às tintas Pebeo na consistência. Um ponto a se considerar como uma enorme vantagem: são muito econômicas e perfeitas para quem está começando.
Gosto de pincéis chatos e retos, mas uso os de ponta de redonda para acabamentos. Tenho pincéis com cerdas dos mais variados tipos, e utilizo dependendo do efeito que desejo dar.
Os lápis de cor que utilizo são geralmente aquareláveis, mas o importante para mim é que apareçam sobre a tinta acrílica. A não ser que faça ilustrações totalmente com lápis de cor, você não precisa investir numa caixa enorme. Uso de diversas marcas e você pode comprar as cores que mais utiliza, individualmente.
Geralmente, os materiais que utilizo duram bastante tempo. Os pincéis que mais uso são da Condor, porque gosto do efeito que permitem. São também mais em conta do que os importados, e comparando com alguns, são de melhor qualidade. Comprei alguns pincéis importados que soltaram as cerdas, e outros que a tinta do cabo soltou toda, permitindo que a madeira absorvesse a água. Isso faz com que fiquem mais frágeis e quebrem mais facilmente.
Enfim, o importante mesmo é que você encontre um material que lhe possibilite chegar ao resultado que deseja. Vemos artistas que fazem obras lindíssimas com areia, terra e até lixo. Portanto, sugiro que experimente aquilo que lhe dá mais prazer em usar e que lhe proporcione um bom resultado.
Se desejar saber mais alguma coisa sobre os materiais que utilizo, entre em contato. 🙂
O artigo acima faz parte do meu E-book “Primeiros Passos do Ilustrador Profissional”. Clique aqui para baixá-lo.
Fiz essa ilustração para a Editora Lodare, representando um menino que não estava muito a fim de recolher seus brinquedos. Rsrs… quem nunca passou por isso?

Muitas vezes as pessoas olham com certo “desinteresse” a profissão do ilustrador e do desenhista. Na verdade, ser artista parece ser algo que não é levado muito a sério e muita gente só considera a validação exterior, quando o artista é famoso e está ‘ganhando muito dinheiro’. Há pessoas que valorizam, sim, mas geralmente são pessoas que estão em áreas afins, ou então gostariam de trabalhar com arte e ilustração.
Por que estou falando isso? Porque quando você é microempresário, ou autônomo, e principalmente quando seu studio é na sua própria casa, as pessoas tem a tendência a acreditar que você não faz nada. E artista é visto como alguém que não trabalha. Parece que o conceito de trabalhar é ‘sair de casa”. Porque, do contrário, imaginam que você fica em casa de pijama. Não tem ideia da quantidade de horas que você passa pesquisando, ilustrando, ajustando as imagens no computador para que fiquem na tela exatamente o que você ilustrou, comprando materiais, fazendo negociações, lidando com os aspectos legais da profissão, networking, marketing, tudo isso entremeado com a vida pessoal, que todo mundo tem e que é o que dá colorido à vida.
Eu já escrevi isso aqui, mas vou contar novamente para quem não ouviu ainda – é como diz brincando o meu filho:
– Você fica o dia todo desenhandinho. 🙂
Não só o dia todo, mas também algumas madrugadas para entregar dentro do prazo. Rsrs…
Há anos venho ‘matutando’ sobre esse assunto e percebi que a nossa profissão tem um impacto enorme. Aparentemente, até parece que não. Mas comecei a pensar em quantos livros já tinha ilustrado, e na quantidade de exemplares que foram impressos até hoje, e cheguei à conclusão que mais de 30.000 crianças já receberam livros com minhas ilustrações. Para alguns pode parecer pouco, mas para mim é muito relevante. Isso quer dizer que eu fiz parte, pelo menos por alguns minutos, da vida de cada uma dessas crianças. Existem, claro, livros que nunca foram abertos, mas o livro pode ser lido e relido e, se estiver numa biblioteca de escola, muito mais crianças terão visto, lido relido o mesmo. E quantas escolas podem ter usado o livro que ilustramos para trabalhar conteúdos, ou interpretar um texto?
Nessa semana há oficinas acontecendo com um livro que ilustrei: Sibila. A própria autora está trabalhando a história com várias crianças. Com um só exemplar, ela tem contado a história da cobrinha Sibila para centenas de crianças.

Inclusive ela mandou fazer alguns bichinhos de pano exatamente no formato, cores e texturas que ilustrei. Não é pra ficar feliz?
Voltando ao nosso assunto, o livro também não costuma ser jogado fora, mas dado a outra pessoa. Quantas crianças receberam um livro usado até hoje? Eu, quando pequena, recebi muuuitos.
Alguns desses livros que ilustrei já foram traduzidos e hoje estão em outros países. Por quantas mãozinhas já passaram? Criaram sonhos? Suscitaram emoções? Divertiram?
É claro que isso também depende do próprio ambiente e contexto onde a criança se encontra, e também da história. Mas o ilustrador tem uma grande responsabilidade em suas mãos, pois há crianças que ainda não leem e que só vão absorver a mensagem das imagens. E há crianças que ficarão mais impactadas pelas imagens que pelo texto. Por isso, é importante pensar no leitor, no que a imagem vai comunicar, se poderá ser interpretada erroneamente, qual o público alvo…
Pare e pense agora: será que, nesse mesmo momento em que você está lendo esse texto, não tem alguém com um livro seu nas mãos, admirando o trabalho que você fez? Ou, se você ainda não publicou o seu livro, imagine no futuro a alegria das crianças ao receber e abrir um livro ilustrado inteiramente por você? Não é emocionante? Não faz a vida de ilustrador valer muito a pena? 🙂

Em breve mais um livro infantil ilustrado por mim! Logo mais terei notícias para compartilhar. 🙂
Dias atrás tive a oportunidade de fazer esse ‘lettering‘. O objetivo era presentear uma conhecida que teve bebê. Foi uma experiência interessante, pois não é uma arte que costumo fazer.
O que aprendi:
. Só fazendo aprendemos realmente.
Mesmo sendo apaixonada pelo lettering, foi só fazendo que percebi a necessidade de planejar bem as fontes e diagramação. Depois de pronto, achei que algumas fontes poderiam ser mais grossas e mais impactantes. Esse trabalho foi fruto de um momento de descanso, mas agora entendo que poderia ter feito mais testes em preto e branco antes de decidir por um design definitivo.
Eu sou uma entusiasta do “aprender fazendo”. Acredito que, quando estamos com as “mãos na massa”, o nosso cérebro recebe essa aprendizagem de modo diferente. Afinal, deve ser para isso que serve a lição de casa, né? Rsrs… Além disso, como sempre, a prática leva ao aperfeiçoamento. É como o bebê que começa a aprender a andar: quanto mais tenta, melhor fica (nesse caso, ele não fica, vai andando… rsrs)
. É bom fazer vários rascunhos antes
Como mencionei no item anterior, é bom fazer um planejamento. Eu fiz uns cinco rascunhos e mesmo assim demorei para chegar a uma conclusão sobre qual me agradava mais. Ainda assim, no final, achei que a palavra em destaque – Senhor – pedia por uma fonte mais bold, mais encorpada.
. Material
Usei o material que tinha, e eram canetas muito boas, de qualidade e adequadas ao trabalho. Na parte em que as letras ficaram em branco, achei que com as canetas iria demorar muito tempo e o resultado não seria tão bom, então usei tinta. Eu já tinha feito um trabalho em preto e branco para um livro de poesias há alguns anos, e por esse motivo tinha adquirido umas canetas Micron. Antes delas, eu até tinha outras, mas algumas marcas tem tom azulado, outras borram demais e qualquer umidade pode prejudicar a sua obra. Essa marca que usei no time-lapse não borra nem mancha com água. (Não estou recebendo nada para falar da marca, rsrs. Estou só contando minha experiência.)
Mas para treinar, acredito que qualquer caneta sirva. Acho desenhos feitos com caneta esferográfica muito bonitos e creio que seria uma ideia interessante produzir um lettering com canetas desse tipo. Eu não consegui descobrir a autoria da imagem abaixo, mas achei esse lettering muito top.

Enfim, tenho certeza de que, quando eu fizer mais alguns trabalhos desse tipo, terei descoberto ainda mais peculiaridades dessa arte. Se tiver alguma dica ou sugestão, me conte nos comentários. :-*

Nessas últimas três semanas estive trabalhando em alguns painéis cenográficos para o musical “A Jornada dos Guardiões”, que acontecerá nos dia 5, 6 e 7 de julho, na Igreja Batista do Bacacheri, em Curitiba.
A peça se trata de uma aventura com crianças – os guardiões – e as cenas se passam em um navio pirata e uma pequena vila. Não é possível ver na foto, mas cada painel tem frente e verso, de um lado com as imagens representando o navio, e do outro a vila. Os painéis giram e a porta do meio abre para que os atores passem por ela durante o musical. Um trabalho todo voluntário, realizado pelos membros da igreja. A escada, o timão e os coqueiros também foram executados por profissionais que frequentam a instituição.
Acima, o painel, a escada e a rede representam uma parte do navio e os outros dois painéis fazem parte da vila. Ainda serão acrescentadas flores 3D na floreira.

Como eu só poderia pintar os painéis quando já estivessem montados, foi necessário aguardar para que parte dos mesmos estivesse finalizada. Tão logo o primeiro ficou pronto, comecei a pintura. Porém, alguns foram instalados no cenário antes que eu terminasse os demais. Como estava atuando solo na pintura, tive que terminar os mesmos quando já estavam posicionados no palco. Por isso, na foto acima já estou trabalhando no local da apresentação. É possível perceber na foto os materiais que usei: esmalte a base d’água, rolinhos, pincéis e a famosa lona para proteger o chão, que é feito de laminado.
O esmalte a base d’água tem o inconveniente de ser muito brilhante, mas não tem cheiro, seca rapidamente e permite várias camadas sem muita espera entre elas.
É interessante observar que, quando mencionei várias áreas de atuação para o ilustrador em uma postagem anterior, não havia pensado na cenografia. Fui então surpreendida com esse convite para pintar painéis cenográficos. Foram muitas horas de empenho, mas, mais um vez, realizei um trabalho muito gratificante que me deixou muito feliz. 🙂
Esse time-lapse fiz enquanto ilustrava a protagonista do livro infantil “A Nuvem Pipoca”, de Marta Chambel.
A dragão fêmea Severa parece, a princípio, feroz e assustadora, mas às vezes as aparências enganam. 🙂
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